25 dezembro, 2010

Que venha 2011!

O Natal acabou de acabar e toda aquela angústia por estar aqui e a família lá que me acompanhou desde o início de dezembro simplesmente passou. No final, foi tudo incrivelmente feliz: almoço delicinha em casa preparado pelo Marido, encontros com as famílias pelo skype e a ceia com amigos especiais, a nossa família de Lisboa, com quem estamos juntos todas as semanas e para os quais podemos ligar a qualquer hora que estarão lá.

Teve comidas gostosas - eu me encarreguei das rabanadas! - troca de presentes, amigo secreto e, o mais importante de tudo: sentimentos de amor, cumplicidade e amizade acompanhados de abraços bem quentinhos para todo mundo.

Amanhã colocamos o pé na estrada. Tenerife nos aguarda! Como eu costumo dizer, esse negócio de viver longe tem que ter as suas compensações :-)

Meu desejo é de que 2011 seja especial.



Boas festas para todos!

21 dezembro, 2010

Querido inverno,

Você é super bem-vindo, mas vamos combinar uma coisa?
Não exagera não, vai. Por favor.

20 dezembro, 2010

Uma opção ao avião

Dias atrás recebi a visita da Mari Navarro e da Carla Moura, as meninas bonitas da foto :)

Se esse blog fosse um diário (ou um álbum do Orkut/ Facebook), vocês saberiam que a Mari (de preto) é a nossa visitante mais frequente. Ela veio para cá logo que nos mudamos para Lisboa, em 2008, e nós passamos o Natal daquele mesmo ano na casa dela, em Barcelona. Em 2009, ela voltou na primavera com a tia Cris. Daí no verão que acabou de acabar nas bandas de cá Marido e eu fomos passar uma semana na casa nova dela, que ficava pertíssimo da praia. Sem contar todas as vezes que fomos ao Brasil e coincidiu dela também estar lá de férias. Enfim... amiga mesmo e das antigas.

Dessa vez a passagem dela por Lisboa foi rápida, de apenas um dia. É que a Mari, assim como outros tantos brasileiros que vivem na Europa, resvolveu voltar para o Brasil de navio. Olha que achado: a passagem é mais barata que a de avião, inclui todas as refeições (menos bebida alcoolica) e – o melhor – o limite de bagagem é de 90 quilos por pessoa. Quem já viveu fora sabe o martírio que é fazer caber tudo na mala.

A única questão é o tempo... a viagem toda leva uns 12 dias. A dela saiu de Barcelona, com escala em Cádiz, Lisboa, Tenerife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Outro porém é o ticket, que é só de ida, uma vez que esses navios são os mesmos que passarão o verão circulando pela costa brasileira. Ainda assim, um achado. Fica a dica ;-)

17 dezembro, 2010

Quanta gentileza!

A amiga de um amigo passará por Lisboa agora no fim de ano e me perguntou se eu sabia de algum restaurante onde passar a ceia de Natal. Este será o primeiro Natal que Marido e eu passaremos por aqui, então tentei me informar.

Liguei para alguns restaurantes típicos e nada. Ao que tudo indica, só em alguns hotéis haverá uma programação especial para a noite do dia 24 de dezembro, mas o que me motivou a vir aqui escrever foi a “simpatia” de uma das senhoras que me atendeu. A conversa foi assim:

Eu: Boa tarde, gostaria de saber se por um acaso vocês estarão abertos no dia 24.

Ela: Não. Toda a gente tem família.

E desligou.

Detalhe: esse é um dos restaurantes de fado mais típico da cidade.

Ainda bem que abstrair e não levar essas gentilezas a peito foi uma das primeiras lições que aprendi ao chegar por aqui.

16 dezembro, 2010

Cenas do cotidiano

Por alguma razão que eu desconheço, a iluminação de certas ruas do meu bairro, incluindo a minha, não tem funcionado muito bem nas últimas semanas. Daí vocês não imaginam qual é o maior perigo que há em andar por essas ruas completamente escuras.

Eu conto: pisar em cocô [que aqui eles falam cocó] de cachorro.

As calçadas parecem campo minado. É nojento. Há a tal lei que obriga os donos a recolherem os dejetos dos seus bichos, mas quem fiscaliza? Então o jeito é criar uma profissão, a de moto-coco-boy.

Eu estava com Marido no final da minha rua quando vi um rapaz como o da foto pela primeira vez. Juro: eu paralizei e a única coisa que passava pela minha cabeça era: “que trabalho de M&#d@!”.

15 dezembro, 2010

Revendo conceitos

Você se dá conta de que mudou alguma coisa nos seus valores quando, ao se deparar com uma linda manhã de sol – depois de dias com chuva ininterrupta –, a sua primeira reação é querer aproveitar para lavar roupa.

03 dezembro, 2010

Credibilidade zero

Colega: Então, o que vais fazer hoje?
Eu: Estudar.
Colega: Xiça*! Isso é o que dizes aos teus pais!

* É uma expressão/ gíria que pode ser usada no lugar de "caramba" ou qualquer outro palavrão leve pertinente na frase.

26 novembro, 2010

Sintomas de saudade

Eu passei a semana inteira inquieta, super esquisita mesmo, umas vontades de chorar do nada, desânimo, sem concentração para nada e invertendo completamente a ordem de prioridade das coisas que eu tenho para fazer.

Primeiro achei que eram sintomas daquela depressãozinha que rola no inverno. Brasileiro que já viveu no Hemisfério Norte nessa época do ano sabe do que eu estou falando... não é uma depressããããão, é aquela vontade ficar em casa, conviver menos com outras pessoas, escolher alguns seriados para chamar de preferidos ou então hibernar até ficar quente de novo.

Depois cogitei culpar a TPM, mas o seguinte é: quando ela é a vilã, um chocolate resolve. Só que nesse caso nem mesmo uma caixa de Bis e um pacote de Ouro Branco – os meus preferidos – vindos diretamente do Brasil fizeram efeito.

Foi então que ontem – no auge da vontade de chorar sem motivo e sem foco para absolutamente nada – eu resolvi sair e andar sem rumo. Nada de me encher de comida ou comprar algo por impulso. Fui tomar vento na cara mesmo, deixar os pensamentos e os sentimentos fluirem e então tudo ficou claro: BAITA SAUDADE!!!!

Acho até que a expressão em inglês – homesick – faz mais sentido, porque eu estava quase adoecendo mesmo. A combinação frio + clima natalino + distância é igual a coração destroçado. Daí o remédio é respirar fundo, incorporar o espírito da Pollyanna, olhar para o copo meio cheio, lembrar que a escolha de estar longe foi minha e enquanto o esforço estiver valendo à pena, o Skype ajuda a diminuir a distância.

"Família, família come junto todo dia, nunca perde essa mania"

25 novembro, 2010

Sobre o direito de se manifestar

Ontem, dia 24 de novembro, foi dia de greve geral em Portugal, que juntou profissionais de todas as categorias – sobretudo saúde, educação e transporte – para protestar contra as medidas anunciadas pelo governo para conter a crise financeira que o país enfrenta. Para vocês entenderem, o governo anunciou que em 2011 vai reduzir os salários dos funcionários públicos que recebem mais de 1500 euros, vai aumentar os impostos e cortar um sem número de subsídios – desde os que farão muita falta até aqueles que já tinha passado da hora de serem suspensos.

A greve mobilizou principalmente os funcionários públicos, mas teve muito empregado privado que também aderiu à causa, afinal aumento nos impostos mexe no bolso de todo mundo. No final do dia houve um show no centro de Lisboa com artistas solidários aos manifestantes.

No começo eu não estava colocando uma fé que a greve seria levada a cabo, mas no fim, devo dizer que tiro o chapéu para o evento como um todo. A greve foi convocada há tempos, pouco a pouco grupos trabalhistas anunciaram a adesão, havia panfletos e cartazes por toda a cidade. Quando chegou o “grande dia”, lá estava: metro fechado – adesão 100% –, todos os voos de e para Portugal cancelados, muitas escolas fechadas, os ônibus circulando em quantidade bem reduzida, hospitais abertos só para emergências e a população de um modo geral SOLIDÁRIA.

Eu, que não via sentido algum em fazer greve de apenas um dia, terminei o dia com a opinião totalmente contrária. Sério, achei a greve o máximo. Tudo ORGANIZADO, sem algazarras, quebra-quebra ou violência e ainda com comemoração no final.

Pode ter sido “para a televisão ver”?
Pode.

Vai fazer o governo cancelar todas as medidas anunciadas?
Não sei, pouco provável...

Mas o recado foi dado: as pessoas tem poder e, com força de vontade e disposição, conseguem se unir para reivindicar os seus direitos.

“A cantiga só é arma se a luta acompanhar”


Observação: Que fique claro que eu não sou cientista política, economista, ligada a qualquer partido político ou o que seja. Apenas escrevo o que penso com base no que leio e vejo por aí.

24 novembro, 2010

Retrato quase diário

É mais ou menos assim, toda segunda, quarta e sexta:

O despertador do celular toca às 7h20
Aciono o modo “soneca” e ele volta a tocar às 7h30
O primeiro pensamento: “hoje não”
Que vem seguido do “estarei jogando dinheiro no lixo”
Me pergunto de quem foi a ideia
Lembro que foi minha
Cogito mudar de turma
Lembro que os colegas são legais
E o professor é o melhor que já tive
Levanto
Piloto-automático total
Não por acaso, a mala foi arrumada na noite anterior
Mais ou menos 7h45 saimos de casa, Marido e eu
Caminhamos até o clube
Que fica do outro lado da rua
De novo: não por acaso
8h alongamento para aquecer
8h05 entro na piscina
A água sempre está menos quente do que eu gostaria
Enfim acordo ao nadar os primeiros 50 metros
8h45 a aula acaba
O coração está disparado
Cinco minutos de alongamento
Mais ou menos às 9h30 volto para casa
Respiração ainda ofegante (oi, eu tenho asma)
Pernas um pouco bambas
Braços meio pesados
Tomo café da manhã
E o dia começa com uma certeza:
Escolher a turma das 8h da manhã foi a melhor decisão de sempre.

23 novembro, 2010

Época das castanhas

Dias atrás – 11 de novembro – foi dia de São Martinho, data na qual se realiza o magusto, uma festa popular onde amigos se juntam para fazer fogueira, assar castanhas e beber água-pé ou jeropiga (vinhos novos, um pouco aguado).

Conta a lenda que num dia muito chuvoso São Martinho passou por um mendigo nu e, não tendo nada para lhe oferecer, cortou um pedaço da sua própria capa. No momento em que o santo entregou o pano ao homem, a chuva parou imediatamente. Daí que em Portugal é normal se dizer que em novembro acontece o Verão de S. Martinho, uma subida de temperatura – que transita na casa dos 20, 23 graus em pleno outono.

O magusto marca o início do frio e, para mim, não tem símbolo maior de que o verão acabou mesmo do que ver castanheiros nas ruas (tipo carrinho de pipoca em Sampa, sabem?). Eles só aparecem quando esfria. Uma fumaça se espalha, como se fosse neblina, e um cheiro bem específico toma conta do ar. Cheiro de castanhas quentinhas, para comer enquanto se espera pelo autocarro, no metro ou assim que se chega em casa.

A Jú e eu, no magusto do ano passado na casa do João

22 novembro, 2010

Para começar a semana doce!

Quando alguém diz que algo é o melhor do mundo, a gente desconfia, não é mesmo? À primeira vista, uma loja que se auto-denomina "o melhor bolo de chocolate do mundo" parece um bocado pretensioso... mas posso falar? O bolo deles faz jus ao nome que tem. Sério. É muito bom. Completamente diferente do floresta negra ou bolo de brigadeiro que estamos acostumados, está mais para uma mistura de torta com mousse em várias camadas que derrete na boca. Sensacional.
Se passou pela sua cabeça "puxa, agora terei que ir até Lisboa para provar" olha que engraçado: apesar de ser uma marca portuguesa, com apenas uma loja pequenina com duas mesas e quatro cadeiras no bairro Campo de Ourique, a marca já está na Espanha, Estados Unidos e - onde? onde? - Brasil (leia-se São Paulo, Rio e Brasília, que eu lembro...)! É isso mesmo. Tem muito mais lojas fora do que dentro de Portugal.

Agora, a minha experiência. Comi o bolo pela primeira vez no ano passado, durante no Festival de Chocolate de Óbidos - uma cidade medieval a uns 100 km de Lisboa. Só bem depois descobri que o bolo tinha uma loja e tudo, em Lisboa. Corri para lá.

Primeiro quase não encontrei, porque é mesmo pequena. Uma portinha e mais nada. Segundo fiquei inconformada, afinal, para o melhor bolo de chocolate do mundo fazia sentido um lugar com mais espaço, então me redimi: em meia hora que fiquei lá dentro, saboreando a minha fatia, perdi a conta de quantas pessoas entraram e saíram com um bolo inteiro. E não é pronta-entrega não, as encomendas tem que ser feitas com pelo menos uma semana de antecedência.

Quem provar - onde quer que seja - depois me diga se não está entre os melhores do mundo.
http://www.omelhorbolodechocolatedomundo.com/

19 novembro, 2010

Lisboa sitiada

Acontece entre hoje e amanhã em Lisboa a Cimeira da Nato ou, em brasileiro, a Cúpula da Otan, onde presidentes e representantes de quase 30 países vão discutir os próximos passos das ações da Otan. Em tese, o evento ocorrerá na região do Parque das Nações. Na prática, a cidade inteira está em estado de sítio. Desde ontem o trânsito de algumas ruas foi condicionado, o tráfego aéreo diminuiu e empresas que puderam, deram tolerância – aka dia de folga – aos seus funcionários.

Os veículos de comunicação deram bem o recado. Foi tanto alarde a semana inteira sobre as froteiras com a Espanha fechadas, a maior fiscalização nos aeroportos, os suspeitos que não conseguiram entrar no país e o aumento do efetivo policial para manter a ordem que resultou em uma coisa: Lisboa está vazia.

É claro que há algumas manifestações contra a cimeira agendadas, principalmente para a tarde de sábado, mas só aquelas que – pasmem – foram autorizadas pela Câmara Municipal previamente. Detalhe: todas a quilômetros de distância do Parque das Nações.

Fico com a impressão de que é tudo um circo, uma grande encenação. Portugal deixa a crise financeira que está atravessando completamente de lado e faz com que as suas pessoas não saiam de casa. Assim fica bem na fita e aparece nas notícias como um grande anfitrião.

Sabe aquele ditado que diz “fulano come sardinha e arrota caviar”? Então...

02 novembro, 2010

As maravilhas de Portugal

Tem texto novo meu como correspondente publicado no portal DestaqueSP. Dessa vez escrevi sobre os monumentos e as paisagens escolhidas pelos portugueses como as suas maravilhas e fiz uma feliz constatação: das 7 Maravilhas (os monumentos) eleitas, já visitei seis, e das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, já estive em duas.

Dos monumentos, os que eu acho mais bonitos são os mosteiros de Jerônimos e da Batalha. Alcobaça eu acho um charme, a cidade toda, assim como Óbidos. Belém é visita obrigatória com todas as visitas que passam aqui em casa, então nem conta... :) Só falta desbravar Guimarães e as maravilhas naturais, que por enquanto eu só conheço o Portinho da Arrábida e as Grutas de Mira d'Aire.

Para ler e viajar um pouco por Portugal, cliquem aqui.

29 outubro, 2010

Referencial

Tudo nessa vida é uma questão de ponto de vista. Eu não tenho dúvidas.

Por exemplo: em março, em Lisboa, quando faz o primeiro dia com 18 graus do ano, significa que está esquentando, que só mais três meses e o verão nos fará companhia outra vez.

Agora, os mesmos 18 graus, acompanhados daquele típico vento fresco lisboeta em outubro só quer dizer uma coisa: é hora de desempacotar botas, casacos, cachecóis e se preparar, pois o frio está chegando e não vai embora tão cedo.

Mas é assim, estar em Portugal nessa época é uma vantagem e tanto, em termos europeus. Explico: amigos que vivem em Londres, desde setembro já convivem com temperaturas de apenas um dígito. Em Estocolmo, uma outra amiga festejou a primeira neve do ano na semana passada. Enquanto em Lisboa... bem... em Lisboa, temos esse céu lindo, quase todos os dias :)

Eu e a Cau no Parque das Nações, com a ponte Vasco da Gama,
o teleférico e o Tejo compondo o cenário.

28 outubro, 2010

Quando a internet não ajuda

Eu estou fazendo um mestrado em Lisboa, comecei o segundo ano agora em setembro. E tirando as vezes que surge algum trabalho free lancer para fazer, alguma visita para eu ciceronear ou a casa para arrumar, eu estudo, mas ainda assim ando disléxica de um jeito que chego a me sentir mal.

É que na época da faculdade, nos idos entre 1998 e 2002, eu estudava, fazia estágio, fazia inglês duas vezes por semana, pegava pelo menos três horas de trânsito em transportes públicos todos os dias e ainda ia para balada com os amigos, ajudava nas tarefas de casa no fim de semana, lia muito mais e fazia um monte de outras coisas.

Comecei a por a culpa na idade, que realmente faz a gente diminuir um pouco o ritmo, mas depois, pensando melhor, me dei conta de que naquela época ainda não havia a avalanche de redes sociais que existe hoje em dia e que, definitivamente, eu gastava muito menos tempo na frente de um computador do que hoje em dia.

08 outubro, 2010

Voltei a nadar

Eu nunca cheguei a contar aqui a experiência que é fazer natação em Portugal. Aliás, acabei de fazer uma busca no blog e me dei conta de que estou sempre “voltando a nadar”, mas o primeiro relato MESMO das minhas trapalhadas na água está no meu antigo blog, que escrevia com o Marido, na época que ele ainda era Namorado :)

Antes de continuar só quero esclarecer que eu não sou nenhuma super nadadora não. Pelo contrário. Já me afoguei numa praia quando tinha 15 anos, com direito a salva-vidas e tudo. Desde então morro de medo de água.

Mas então, a experiência lusitana!

Quando nos mudamos para Lisboa, em 2008, Marido e eu ficamos sócios de um clube que tem perto da nossa casa com a intenção de conhecer pessoas e fazer exercícios. Eu já tinha nadado uns dois anos em Bernô City, já tinha até trocado a cor na minha touca (método utilizado pela academia para indicar o nível dos alunos). Lá a experiência era assim: uma piscina mediana, acho que de 30 metros, e um aluno por raia. Quando tínhamos que dividir a raia com alguém, era motivo de reclamação.

Em Portugal foi assim: eu disse que sabia nadar crawl, costas e estava aprendendo o peito quando deixei o Brasil, então o professor me indicou para a AMA (de amador mesmo) 3. Na primeira aula, passei por uma piscinona (50 metros) e fui encaminhada para uma piscininha de 25 metros que os professores carinhosamente chamam de “tanque”. Dei de cara com apenas três raias e um mooooooonte de gente dentro. Era assim: cada raia uma classe: AMA 1, 2 e 3. Na minha turma tinha nada menos que dez pessoas. D-E-Z! O professor dava as instruções e nós seguíamos, em fila indiana. Piada pronta, ne?

Conversei com todo mundo que eu conhecia aqui na época – que não era muita gente, diga-se... – e todos me disseram que em Portugal é assim que se faz natação. Aceitei e fiz o ano praticamente inteiro, de outubro/2008 a junho/2009, com algumas faltas no meio do caminho, mas firme e forte.

Julho, agosto e metade de setembro, como eu já contei aqui, o clube “encerra” para férias de verão.

Em 2009/2010 comecei a estudar e passei longe do clube. Daí quando as aulas do mestrado acabaram em junho, comecei a esperar pelo dia de hoje: a minha primeira aula de natação na piscinona, na turma APZ (de aprendizagem).

Minhas primeiras impressões: acho que perdi um pulmão no meio do caminho, não consegui ir e voltar a piscina inteira sem parar no meio nenhuma vez, eu me agarro ridiculamente na borda da piscina com medo de afundar, era oito horas da manhã e estava chovendo, mas sabe aquela sensação boa quando a gente termina algo que realmente gosta? Simplesmente não tem preço!

25 setembro, 2010

Olha eu no jornal

Essa semana foi publicada uma matéria minha sobre gastronomia portuguesa no portal DestaqueSP. Minha primeira contribuição para eles como correspondente. O plano é publicar um texto por mês.

Quer ler? Clica aqui :)

24 setembro, 2010

O golpe do anúncio de emprego

Dias atrás eu mandei meu currículo para uma vaga de Relações Públicas. Não dizia muita coisa: empresa pequena, em expansão procura jovens dinâmicos. Basicão.

Na entrevista o cara - um americano - disse que era uma empresa de promoção de marketing e que, caso contratada, antes de integrar a equipe de planejamento e estratégia teria que passar pela equipe de B2B e B2C. Até aí tudo bem. Pelos clientes que ele citou, pareceu interessante.

No mesmo dia recebi uma ligação informando que tinha sido selecionada para a fase seguinte, a de conhecer a forma de trabalho da empresa. Me aconselharam a ir casual, "com tênis mesmo", porque iria passar o dia a andar.

Bem... comecei a pensar que o tal do business to business e business to consumer que ele tinha dito estava mais para quiosques de demonstração de produtos em supermercados. Mas como é tão difícil ser chamada para uma entrevista de emprego aqui em Lisboa, deixei o meu lado Pollyanna falar mais alto e pensei que não custava nada conferir. Afinal, eu poderia estar errada.

E estava!

Depois de uma hora de espera, fui apresentada ao Bruno, um rapaz português com quem eu iria passar o dia e só voltaria para o escritório ao fim da tarde. A função dele: chefe de equipa de vendedores porta-a-porta de pacotes de internet por fibra óptica.

:/

31 agosto, 2010

Encerrado para férias


Essa foto é daquelas coisas que contando ninguém acredita: aqui em Portugal é supernormal os estalecimentos comerciais fecharem para férias em agosto, no auge do verão. No bolo entra restaurantes, cafés, lojas de roupas, produtos de beleza, coisas para o lar, bancas de jornal, tabacarias enfim... só não vi ainda agências de viagens fechadas nessa altura, porque o resto...!

Já contei que onde Marido e eu fazemos natação eles encerram entre julho e agosto e só retomam as atividades em setembro? Então, fecham.

No começo eu achava esquisito, chegava a ficar indignada. Afinal de contas, para quem vem de São Paulo, a cidade que praticamente não dorme, se mudar para um bairro cuja metade do comércio fecha no mês de férias é um tanto radical.

Mas agora, já com dois anos e meio de adaptação – e no terceiro verão europeu –, chego à conclusão de que o verão é para todos e que bom que nos dias de hoje – em tempos de crises e desempregos – ainda é possível parar um estabelecimento inteiro para que todos os funcionários desfrutem da estação e não apenas os patrões.

Mea culpa: Eu sei que ando muito ausente no blog, mas entendam: o verão aqui tem data para terminar e merece ser muito bem aproveitado :-)

Escrito a mão é clássico!

05 agosto, 2010

Expressões bem distintas

Uma coisa que eu adoro aqui é: mesmo nos canais de televisão abertos nada é dublado, tudo vai ao ar na língua original, com legendas. E eu adoro ler as legendas de filmes e seriados, são com elas que eu aprendo que:

Cool é fixe

Lots é bué

Então, se algo é “muito legal” ou “sinistro”, como dizem os cariocas, ele é “bué de fixe”.

Nice ou cute é giro ou gira

Colocando num contexto: se eu quero dizer que um rapaz/ garota é gatinho/a, devo falar que o “gajo é giro” ou a “rapariga é gira”. Gaja existe, mas é bem pejorativo, quase não se usa. Aliás! Outra: bitch é cabra. Vaca aqui é aquela que dá leite, só.

Oh man – o nosso “caramba” – é “ena pá”.

Have sex no sentido de “dar uma rapidinha” aqui é “dar uma queca”. Não perguntem... não faço ideia do porque. A questão é que aqui entramos num terreno perigoso. Explico: brasileiros comem moQUECA. Isso faz os portugueses rirem do mesmo jeito que brazucas, quando ensinam palavrão a algum gringo. Outro prato com conotação sexual é o nosso bobó. Sério. Não é legal.

Outra pegadinha é: quando alguém faz trabalhos informais, em Portugal, ela faz biscates. Falar que se “vive de bico” é quase a mesma coisa que dizer que se faz bobó para fora, todos os dias. De novo, não é legal.

Portanto, quando visitar Portugal, antes de ficar pensando nas piadinhas que fará com a bicha (fila) e os cacetinhos (pão), preste atenção para não se transformar NA piada.

28 julho, 2010

Festa do Cinema 2010

Lembram que no ano passado eu contei sobre um festival de cinema ao livre? Não? Contei aqui ó. Mas se você é novo por aqui, então eu explico. É assim: chegou à 10ª edição a Festa do Cinema promovida pela Fundação Inatel, em Lisboa, com filmes lançados no último ano: Sex and the City 2, Alice no País das Maravilhas, Kick Ass, A princesa e o sapo, Robin Hood, entre outros.

Ao contrário dos anos anteriores, dessa vez, há DJs, VJs e um circuito de filmes alternativos em paralelo com os blockbusters que passam no telão principal. Aliás, o telão é a grande sensação. Ele é beeeem grande e é montado no meio de um estádio de futebol e a arquibancada é transformada em plateia. (Para quem é de São Paulo: uma versão mini do Vivo Open Air).

Tudo bem que estamos em pleno verão - que dizem ser o mais quente dos últimos 130 anos -, mas mesmo assim convém levar um casaquinho para se proteger do vento que costuma nos brindar com a sua presença durante as noites lisboetas. Sério! No ano passado faltou pouco para eu ir embora no meio do filme O curioso caso de Benjamim Button.

A programação completa está aqui.

17 julho, 2010

Ah, o verão!

Entra ano, sai ano e eu não me canso de dizer o quanto adoooooro o verão.

E a experiência de viver no hemisfério norte dá um significado a mais: aqui a estação só dura três meses MESMO, no máximo quatro. Então o verão é ainda mais desejado e esperado por todo mundo. Ok, ok. Tem maluco para tudo nessa vida, inclusive para não gostar de calor. Enfim...

O que eu sei é que a cidade se transforma: pessoas andam de saída de praia pelas ruas, mesmo quando a praia mais perto está a 18 quilômetros, há ainda mais turistas pelas ruas, os restaurantes colocam mesas nas calçadas, as lojas anunciam seus saldos e o melhor de tudo: não faltam atividades – pagas e gratuitas – em todos os lados, durante todos os dias, para todos os gostos.

A *minha* descoberta deste verão foi a iniciativa da Câmara Municipal e da Confederação Portuguesa de Yoga, que até setembro vai promover aulas de yoga todos os fins de semana em diferentes parques de Lisboa gratuitamente.

O principal objetivo é difundir os benefícios que a prática proporciona, dar uma chance a pessoas que nunca fizeram uma aula experimentarem e verem que não tem mistério, mas também serve como uma luva para aqueles que, como eu, frequentam uma escola que encerra para férias em pleno verão (!!!!) continuarem praticando.

Para quem se interessar, o roteiro das aulas está disponível aqui.

10 julho, 2010

Antes que a Copa acabe...

Uma seção de palavras do dia especial futebol.

Brasileiro
- Português

Copa do Mundo – Mundial
Técnico - Selecionador (quando é da seleção. Dos times "normais" é técnico mesmo)
Time - Equipa
Escanteio – Canto
Impedimento - Fora de jogo
Tiro de meta - Pontapé de baliza
Linha de fundo - Flanco
Meio campo – Médio
Atacante – Avançado
Goleiro – Guarda-redes
Gol – Golo
Trave - baliza

E, o mais legal de todos:

Gol contra – Auto-golo

24 junho, 2010

Fazendo arte

Que eu sou fã da Flávia, da Mari Mari e da Vivianne já não é novidade para ninguém, não é? Os blogs delas viraram fonte de inspiração para mim desde que tenho uma casa para chamar de minha.

Para quem não sabe, aqui na Europa é bem comum alugar apartamento com todos os móveis e utensílios, que foi o que eu e Marido fizemos. Por um lado, é super prático e econômico – já que não gastamos dinheiro com móveis que provavelmente ficarão para trás quando formos embora, mas por outro lado, o risco de se ter uma casa impessoal é grande.

Para evitar isso, abusei nos detalhes: cortinas e mantas em cores alegres, fotos nossas, das famílias e de amigos por todos os cantos e lembranças de lugares por onde passamos desde a época de namoro: jogo americano de Monte Verde, capacho de São Francisco Xavier, namoradeiras de Morro de São Paulo, porta-chaves da Espanha, lustre de Londres, caminho de mesa feito por Donana e assim por diante.

Não tem quem entre na nossa casa e não saiba que ela é... nossa! Com a nossa cara :)

Agora que estou de férias no mestrado, estou aproveitando para colocar alguns projetos em prática. No fim de semana foi a vez da parede de miniaturas. Já tinha os postais e a maior parte das molduras, faltava arregaçar as mangas.

A parede escolhida foi a que fica no corredor, entre as portas da cozinha e da casa de banho (aka banheiro). Antes ela tinha um porta-retrato, uns adesivos de tulipas que tive que tirar quando pintaram o apê (meados de maio) e a sapateira (para tirarmos os sapatos logo que entramos em casa).


Eu achava que a parede era muito grande para um quadro só e a sapateira, embora colocada ali para facilitar a vida, era a primeira coisa com a qual nos deparávamos ao entrar.

Testamos a disposição no chão primeiro, antes de começar os furos.

E o resultado final é esse. A sapateira foi para um cantinho da área de serviço.

Os postais, um pouco mais de perto.

Assim que a parede ficou pronta, deu a maior vontade de viajar de novo, para preencher os espaços vagos :-)

23 junho, 2010

Mundos paralelos

Quando me mudei para Lisboa descobri que nós, os brasileiros, somos um povo com raízes tão profundas na nossa colonização, mais do que fazemos ideia. Eu, pelo menos, não tinha uma noção assim tão clara. É influência em tudo... na arquitetura, na alimentação, na gastronomia, nos hábitos, nas crenças, na burocracia, nos “jeitinhos” e por aí vai.

Também descobri que eles, os portugueses, gostam muito do Brasil. Já incorporam as novelas, a caipirinha e o guaraná, adoram um churrasco, fazem arroz de feijão (que é um arroz mais molhado, cozido no caldo do próprio feijão – yummy!) e sonham em passam férias em terras tupiniquins. Tanto que há pacotes turísticos disponíveis em todas as agências de viagens praticamente o ano inteiro, sobretudo para o nordeste.

Mas ao mesmo tempo em que somos povos tão parecidos, somos tãããão diferentes. Nessa época de crise mundial isso fica ainda mais explícito. Em Portugal, o desemprego aumenta mês a mês e alguns especuladores dizem que o país está em vias de uma bancarrota. Uma série de medidas foi anunciada para evitar que aconteça aqui o que ocorreu à Grécia. Mas vocês sabiam que o subsídio desemprego é concedido por 18 meses aos trabalhadores que perdem o trabalho? DEZOITO meses! Um ano e meio às custas do governo. É praticamente um meio de vida.

Já as notícias que vem do Brasil são mais otimistas: a economia crescendo e a geração de novos postos de trabalho batendo recorde. É uma pena que nem tudo são flores e as desigualdades sociais crescem na mesma proporção...

Como diz uma frase atribuída ao Tom Jobim: “Viver fora é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom”.

16 junho, 2010

Devaneios

Depois que escrevi o post abaixo, fiquei pensando... a expressão "tal coisa é nota 10" deve soar tão esquisita para os europeus. Eles devem ouvir e pensar: "tal coisa é meia-boca pra caramba".

Não é?

15 junho, 2010

Fim de semestre

Essa é a última semana para eu terminar e entregar todos os trabalhos do mestrado. Já estou no final do primeiro ano, acreditam?!? Por sorte, ao contrário do semestre passado que eu tinha cinco disciplinas, demorei um tempão para assimilar o tal do “pensamento acadêmico” e inventei de passar 20 dias no Brasil bem quando as coisas bobam por aqui.

Aliás, um parênteses: eu tentei explicar que janeiro é COMEÇO de ano, sinônimo de férias, e não FIM de semestre. Mas os povos do hemisfério Norte não pensam assim não... Para eles, fim de ano (escolar) é agora em junho. Por mais que eu adore o verão, independente de ser em janeiro ou em agosto, esse lance do ano acadêmico começar em setembro faz uma confusão gigante na minha cabeça.

Enfim... como eu ia dizendo, por sorte, agora tenho três disciplinas, já adiantei boa parte da leitura ao longo das aulas e dois dos trabalhos são um pouco complementares. Agora falta sentar e escrever. Ou seja: semana intensa e offline pela frente.


Mas antes de voltar para o cantinho dos estudos, vou contar só mais duas coisas:

Primeira: A nota aqui – e acho que em toda a zona do Euro – vai de zero a 20, mas os professores [da minha faculdade pelo menos] costumam dar 18 como nota máxima. Já ouvi [de estudantes] que 20 só os professores tiram. Não sei se procede... Para ser aprovado na disciplina, a nota mínima tem que ser 10.

Até aqui tudo mais ou menos igual, certo? A diferença é que os alunos aprovados, porém insatisfeitos com a nota, podem pedir melhoria no semestre seguinte. Daí o professor aponta os erros no trabalho, a pessoa refaz e a nota sobe. Sensacional, não é? No semestre passado, na hora do desespero, um dos trabalhos eu entreguei com o mínimo necessário para tirar dez. Levou 12, daí pedi melhoria e agora ele passou para 16 :)

Segunda: Das coisas que eu adoro no hemisfério Norte:
20h56 da "tarde" e esse céu lindo em Lisboa, enquanto eu estudava na biblioteca da faculdade.

11 junho, 2010

Copa do Mundo

Hoje em dia eu não sou grande fã de futebol. Já fui muito na adolescência, chegava a ouvir jogos do Tricolor pelo rádio e nos tempos de plantão de fim de semana no DOL, adorava fazer a cobertura dos jogos. Enfim... passou!

Na Copa de 2006 eu lembro que aproveitava a dispensa do trabalho nos dias dos jogos do Brasil para ir direto para casa ao invés de assistir ao jogo em algum barzinho com os colegas. Como não pegava qualquer trânsito - sempre um MILAGRE em se tratando de São Paulo -, ainda chegava a tempo de ver o segundo tempo no conforto do sofá de Donana.

Mas Copa é Copa, ne? Por mais que se queira, não dá para dormir logo após a cerimônia de abertura e só acordar no dia do encerramento, ignorando que o assunto recorrente do próximo mês inteirinho será futebol. Então, o negócio é seguir o lema já que está no inferno, abraça o capeta e entrar no clima. Curtir os enfeites das ruas, vestir a camisa da sua seleção pra fazer de conta que realmente somos assim tão patriotas, assistir a um jogo ou outro e dançar o Waka Waka da Shakira, que, para mim, é a melhor coisa desse Mundial na África do Sul.

02 junho, 2010

27 maio, 2010

Fazer o bem sem olhar a quem

Se eu sumir um pouco do blog pelos próximos dias, o motivo será mais que louvável, tá? Comecei a trabalhar numa campanha de angariação de novos sócios para a ONG Médicos do Mundo.

Sabem aquela sensação de coração sorrindo? Então :)

24 maio, 2010

Coisa de librianos ou não!

Teve uma época que em São Paulo colocaram vários outdoors escritos assim: “Tom Jobim signo aquário”, “Elis Regina signo peixes”. Isso foi em 2005. Naquele ano eu morava e trabalhava em Bernô City (ou seja: ia muito pouco a Sampa City) e depois fui viver no Canadá, então não sei o desdobramento que essa campanha – se é que foi uma – teve.

Só sei que numa noite de quinta-feira o assunto do jantar com alguns amigos queridos era justamente os tais outdoors. Os aquarianos e piscianos presentes estavam empolgados. Daí as pessoas dos outros signos começaram a cogitar qual seria o cantor que as representaria. Eu, desligada que só para assuntos astrais, perguntei que artista famoso era libriano, no que uma amiga imediatamente respondeu: “alguém que esqueceu de dizer que era famoso”.

Mas por que eu lembrei de tudo isso? Porque eu realmente tenho problemas para me auto-promover. Sério! Sei lá se é pelo fato de ser libriana ou não, mas sempre acontece. Querem um exemplo? Em novembro de 2008 (!!!) saiu uma reportagem feita por mim na revista DCasa, da editora Escala. Foi o meu primeiro freela como correspondente. E ficou bacana. Foi a cobertura de uma feira de decoração que aconteceu em Londres.
Era para eu ter feito a maior propaganda na altura, ne? Não fiz. Como a revista não disponibiliza o conteúdo online, fiquei de colocar o PDF num desses sites que compartilha arquivos, o que eu nunca fiz também. Daí navegando pela net hoje, encontrei a matéria toda pomposa no site de uma das profissionais que é citada no texto. Legal, ne? Querem ver? É só clicar aqui. Espero que gostem :)

23 maio, 2010

21 maio, 2010

Palavra do dia

Copiando a ideia da Priscilla, vou passar a fazer posts curtinhos, com palavras que usam por aqui que às vezes até conhecemos no Brasil, mas com significados totalmente diferentes. Para começar:

Rebuçado: bala (o doce), que também pode ser caramelo. As de revolver são chamadas balas mesmo.

20 maio, 2010

Andando por Lisboa

O transporte público de Lisboa é bom e relativamente barato, principalmente se comparado com outros lugares da Europa. Há quatro linhas de metro que chegam a praticamente todos os extremos da cidade, a chamada Coroa 1. Para fazer turismo está de bom tamanho, pois mesmo onde o metro ainda não chega, há ligações com linhas de autocarros e já está.
Monikets, Mabel e seus Lisboa Viva, o passe diário

Para vocês terem uma ideia: o bilhete individual* de autocarro custa € 1,40 e o de metro € 0,80. Para andar para cima e para baixo é muito mais vantajoso comprar um passe diário, que custa menos de 4 euros (acho que são €3,70) e dá direito a andar à vontade, durante 24 horas, em todos os meios de transporte municipais da Coroa 1, ou seja: metro, ônibus (operados pela Carris), elétricos (os bondinhos :) e elevadores. Oi? Sim, elevadores.

Há quatro espalhados pelo centro da cidade. Três são assim:

Elevadores mesmo, quebram um galho na hora de encarar aquela ladeira!

O quarto é esse:

Bem parecido com o Elevador Lacerda, de Salvador, não é?

Eu prefiro andar de autocarro, para ver a cidade por cima. Procuro fazer o mesmo, inclusive, quando viajo. É gosto meu. Às vezes demora mais (naaaada que se compare a São Paulo), mas sempre fico sabendo dos eventos que estão para acontecer, conheço novos caminhos e vejo o movimento todo.

Eléctrico 28, dos Prazeres à Graça, passando pelos principais monumentos

Mas quem está a passeio por Lisboa não pode deixar de andar de metro, nem que seja uma vez para ver o visual das estações. Em São Paulo, todas as estações têm aquele mesmo padrão. Mesmo em Paris, aqueles tijolinhos brancos se repetem por todos os lados. Aqui não. Quase todas as estações são decoradas com painéis de azulejos, mas em cada um são usadas técnicas e feitos desenhos totalmente diferentes, o que torna cada estação única.

Olha a Monikets de novo, dessa vez com o painel da estação Oriente

Acabei de constatar que tenho pouquíssimas fotos no metro. Deixa o semestre acabar que preparo uma postagem só sobre isso. Prometo!

Estação Baixa-Chiado

* Acredito que todo mundo que usa transporte na cidade tem o passe mensal, com tudo que o diário oferece, por € 28,10, válido por 30 dias corridos. Amigos de Sampa que usam transportes conseguem imaginar a maravilha que seria pagar R$ 50 e usar o Bilhete Único à vontade por todo mês? Sonho meu, sonho meu :)

08 maio, 2010

O que é que Lisboa tem?

Essa semana completou dois anos que Marido e eu atravessamos o Atlântico pela primeira vez para enfrentar essas aventuras que são o casamento e viver em Lisboa. Daí eu me dei conta que a despeito dos quase trinta amigos que já passaram pela nossa casa nesse meio tempo, eu nunca fiz um post descente sobre o que ver e fazer por essas bandas.

Para me redimir de tamanha ofensa, afinal são D-O-I-S anos de acolhimento, vou fazer uma série de textos sobre os meus must go em Lisboa e arredores, um guião da minha humilde opinião. Será uma série divida por temas (transportes, museus, passeios, gastronomia, miradouros etc, etc) para eu tentar mostrar mais e escrever menos, tarefa difícil, já vou dizendo :-)

Vamos começar com uma apresentação geral: Lisboa é a capital de Portugal, onde está a maioria ministérios. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não imagina é que com toda essa importância política, ela seja tão pequena (para os padrões de uma brasileira e ainda por cima paulistana, claro). A sua população é de 600 mil habitantes, mas o fluxo de pessoas que circula pela cidade diariamente é de 2 milhões.

A cidade tem apenas um aeroporto (o projeto de um novo é a grande discussão política do momento) e é por ele que se chega aqui. Para quem está em certos lugares da Espanha e da França (que eu sei) também há a opção de comboio (aka trem), mas bem mais cara, e de autocarros (aka ônibus), que chegam a ser mais em conta até mesmo que vôos de companhias aereas low cost.

Bem, a conversa tá boa, mas o que é que Lisboa tem, vocês devem estar se perguntando, não é? Então vamos lá...

Tem o Tejo, que de tão largo, às vezes pensa-se que é mar

Tem um castelo bem no meio da cidade

Tem a casa onde Santo Antônio nasceu...

... e tem festa todo dia 12 de junho para celebrar o padroeiro

Tem o Fernando Pessoa e muitos outros poetas

Tem o Bairro Alto (e a constatação: nenhuma foto descente de lá! Por que será? rs...)

Tem fado

Tem ruas estreitas e prédios típicos com roupas penduradas para o lado de fora sem a menor vergonha

Tem um oceanário liiiiindo

Tem o Parque das Nações, também conhecido como zona da Expo

Tem uma rua Augusta muito diferente da que a gente conhece em São Paulo

Tem bacalhau para todos os gostos

Tem doces que nunca terminam

Tem a Praça do Comércio (que está em obras...)

Tem coisas esquisitas também, como toda cidade

Mas pra compensar, tem bondinhos como meio de transporte!

Ufa! Por hora, chega! Afinal, tenho que deixá-los com gostinho de quero mais :) Espero ter conseguido! Aguardem cenas dos próximos capítulos: como se locomover em Lisboa.

29 abril, 2010

Dois anos e um mês

Marido e eu temos duas datas de casamento – a do civil e a da festa – e fazemos questão de celebrar as duas. Desde o primeiro aniversário combinamos que nessa altura vamos rever o DVD da nossa festa e renovar nossos votos um para o outro.
Pode parecer besteira à primeira vista, mas se tem algo que descobri logo nos primeiros meses morando junto foi que casamento é um exercício diário. Não é porque namoramos cinco anos que temos total afinidade, pelo contrário. E não é porque casamos, que já está definido que será para sempre.
Durante o namoro a gente só mostra – ou o outro só vê – aquilo que é mais encantador. Já no casamento, a gente vai acordar despenteada com o outro ao lado, vai encontrá-lo mesmo no dia que está mal disposta, vai ter que dividir a televisão na hora da novela. Daí se não tomamos cuidado, aquelas briguinhas do dia-a-dia por quem vai apagar a luz ou de quem é a vez de lavar a louça ganham proporções tão grandes que colocam o motivo que nos levou a dizer “sim” na frente de todos os amigos e familiares numa caixinha num canto qualquer do sótão.
Por isso que eu acho importante celebrar, relembrar e renovar sim. De preferência um pouquinho por dia. Como disse a Cris Guerra nesse texto aqui, casamento é como uma planta muito delicada que precisa de toda a atenção, mas também não pode ser sufocada, necessita espaço e liberdade para crescer e ficar bonita.

Bodas de Algodão em Amsterdam


Na Blue Bridge

Keukenhof

Vincent e Aline, amigos e guias

27 abril, 2010

O Tejo

Esse é um vídeo que eu queria ter feito desde que a ciclovia às margens do rio Tejo foi inaugurada, só que de patins :-) Aliás, patinar por ali é um dos passeios que farei no tão esperado verão. Enquanto isso não acontece, deliciem-se com o poema de Alberto Caieiro e a paisagem de Belém. Sim, sim. Lá onde há os famosos - e deliciosos - pasteis.

O Tejo from Abilio Vieira on Vimeo.



Passeio de bicicleta na margem norte do Tejo ao som de "Cais" do projecto "Os Poetas". Por Nuno Trindade Lopes. Editado por Abilio Vieira, que eu vi no blog da Cora.

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro

26 abril, 2010

Um post bem atrasado

Estava fazendo faxina numa pen drive e encontrei um arquivo chamado “rascunhos”, no qual há várias frases que li por aí e guardei para momentos oportunos. Tem também um monte de idéias soltas para possíveis posts e esse texto inacabado aqui embaixo, escrito em 2007 (!!!), quando eu ainda vivia em Bernô City e Marido ainda era Namorado.

A hóspede

Esse post está atrasado (Ô! E como!). Era para ter sido feito quando realmente tinha uma hóspede em casa. Agora ela já foi embora... mas deixou saudades imensas e ótimas recordações.

Quem era? Minha prima da Bahia. A mais próxima. A mais chegada. Sempre moramos longe uma da outra. BEM longe, diga-se de passagem. Me lembro que quando era criança, via minha irmã trocar cartas com uma outra prima – da mesma idade que ela – e eu queria muito fazer o mesmo. Então comecei a me corresponder com a Luana.

Começamos modestas, com apenas uma folha de papel de carta. Com os anos, o número de páginas ficou proporcional ao tanto de assuntos que tratávamos: muitos! Escrevíamos sobre as nossas notas, as festas da escola, o carnaval, o natal, as férias, os amigos, os passeios e sempre ficava a expectativa pelo dia que uma visitaria a outra.

A última vez que nos vimos de fato foi em 99. De lá para cá, um zilão de coisas aconteceu, inclusive o advento do email e a aposentadoria das cartas.

Tê-la ao meu lado por esses dias foi diferente de todas as outras vezes. Não sei exatamente explicar... somos mulheres maduras, temos planos, queremos casar, viajar, gastar, somos tão parecidas que até me surpreendia às vezes.
Fim.

Update: A tal visita aconteceu em agosto de 2007. Voltamos a nos ver alguns meses depois, quando Marido e eu fomos até a Bahia de carro, numa viagem deliciosa de 20 dias e 4 mil quilômetros, parando por sete cidades.

Durante todo o tempo que fiquei na casa dela, a sensação de que “se fóssemos irmãs, não seríamos tão parecidas” só aumentou. Até ganhamos um apelido por isso: Cosme e Damião. Nada mais baiano, ne?

Ela talvez não saiba, mas sinto a sua falta em muitos momentos. Eu a queria vestida de cor-de-rosa em meu casamento, penso nela em viagens que faço, quando experimento algum doce “que não é doce” ou quando vejo um filme. Daí, na falta dela em pessoa, pego fotos e viajo no tempo.

Scrapbook que fiz na época da visita, com fotos de 1986 e 2007. O moço da foto é o Ricardinho, orgulho da titia aqui :)


Em São Paulo


Cosme e Damião, na Bahia, claro!

23 março, 2010

Dia da poesia

Veio de um amigo muito, muito especial. E é muito, muito lindo.

“Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...”
Fernando Pessoa

16 março, 2010

Mais blogueiras que adoro

Ontem escrevi sobre as minhas amigas e os seus blogs, que diga-se, é por meio deles que acabo sabendo como elas estão, o que tem visto, feito, gostado e assim por diante. Porém, a tal homenagem tardia ao Dia Internacional da Mulher não estaria completa se eu não falasse também daquelas blogueiras que, apesar de eu nunca ter visto na vida, acompanho quase que diariamente. Vamos a elas!

Você não sabe nada sobre o mundo muçulmano? Acha que no Egito só tem as pirâmides? Sabe como é ter um filho nas Arábias? A Barbrinha te conta tudo isso e muuuito mais. Vá lá e confira.

A Chuchuchu, que para mim ainda é Camila Cirila, eu encontrei pessoalmente duas vezes, mas não ultrapassamos a barreira do “ela-é-amiga-da-amiga-da-minha-amiga”. Desde o primeiro post que li dela, de quando ela estava fazendo 25 anos, eu senti uma certa identificação. Passou muito tempo, nós duas passamos por situações na vida bem parecidas, que colocaram nossa sanidade em risco e nós duas – apesar de ter blogs, twitter, e sermos membros de redes sociais do c@r*lh# a quatro -, somos bastante reservadas e temos assuntos que só nos dizem respeito. Ela tem um humor sarcástico incrível, adora dança, viagens e às vezes se prolonga tanto nos textos que parece que está bem na nossa frente, defendendo o seu ponto de vista com todos os argumentos que encontra.

A Cora dispensa apresentações, ne? Eu SEMPRE falo nela por aqui.

Depois que comecei a ler o Hoje vou assim, da Cris Guerra, passei a prestar mais atenção nas roupas que visto e a variar mais as combinações do dia-a-dia. Ela também cuida do blog Para Francisco, que só entrando lá e lendo do começo ao fim – ou do fim pro começo como você preferir – para ver que lutadora que ela é.

A Flávia é uma querida. Ela dá dicas de decoração, de pintura, de jardinagem e outras coisinhas mais. Ah! E no mês de aniversário do blog dela, tá chovendo promoções por lá! Depois de tanto ela dizer que orquídeas não são nenhum bicho de sete cabeças, estou com uma espécie aqui na sala. Esperando ansiosa pelas primeiras flores :)

A Jana Magalhães tem um talento. Fico encantada com cada uma das suas ilustrações.

A Mari Mari é uma periquita que brinca de casinha todos os dias e o melhor: conta tudo pra gente! Os perrengues e as coisas boas. Eu *si divirtu* toda vez que paro para ler o blog dela.

Outro que dispensa apresentações é o blog Mulher 7x7, da Época, ne? Adoooooro.

A Paula deve andar com algum projeto na manga, que a está mantendo longe da vida virtual. Sem contar que agora ela tem um filhinho, ne? Isso também deve ter contribuído. De toda forma, os arquivos dela são hilários. Vai lá para ver.

Sobre a Vivianne eu nem sei que adjetivos usar. Digamos assim, vocês assistiram Julie & Julia? Então, ela tem um quê da Julie Powell, mas ela tem muito mais da Julia Child pra falar a verdade. Ela conta histórias de um jeito e gosta de tanta coisa e faz tanta coisa e já foi pra tanto lugar e tem tanta coisa legal na casa dela e tem uma criatividade e... ufa! Só sei que sou fã.

15 março, 2010

Amigas blogueiras

O Dia Internacional da Mulher foi há uma semana, quando eu tinha a intenção de escrever esse texto, mas como para falar bem das amigas não tem data certa, resolvi escrever assim mesmo :)

A Aline – que eu vou visitar muito em breve! – é uma das responsáveis por eu estar num mestrado hoje. Foi dela o tal comentário que fez com que um universo se abrisse na minha frente. E é com ela que eu aprendo o que os índios lá da Amazônia fazem e como se comunicam.

A Ana, entre uma indicação e outra de lugares para comer, nos presenteia com fotos dos seus miúdos (ou putos, como dizem os portugas). E eu babo. Oh menina com dom pra fazer filhos bonitos!

Depois que começou a morar sozinha, a Bel anda inspiradíssima e entre uma citação e outra, tem sempre um post para a série “viver sozinho é...”.

Quem ouve a Rádio Bandeirantes conhece a querida Carol. Sou super fã e fiquei orgulhosíssima com o Troféu Mulher Imprensa que ela acabou de ganhar.

Você gosta de gatos? Então não pode perder o cantinho da e de seus bigatos. É uma aventura atrás da outra, com direito a foto-novelas.

A Lia é a amiga-noiva mais modernosa que tenho. Ela é tão cuidadosa, tão detalista e tão caprichosa que só de ler sobre as escolhas dela, fico imaginando como será lindo o seu grande dia. Sem contar que com as dicas que ela seleciona, dá vontade de casar de novo :)

Apesar da andar mais ativa no twitter, é no blog que tem os registros dos eventos que ela anda fazendo e das fotos bacanérrimas que ela tira.

Era com a Luísa que eu assistia trechos musicais de filmes naqueles dias que a hora custava para passar no trabalho. Faz pouco tempo que descobri o seu blog, mas desde aquela época que ela é a minha crítica de cinema preferida.

Ontem foi aniversário da Márcia, amiga há 18 anos. Toda felicidade pra você!!

A Mari, além de ser daquelas pessoas que faz o nosso coração sorrir, é autora de reportagens incríveis sobre lugares sensacionais.

Eu fiquei imensamente feliz com a volta – ainda que tímida – da Senhora Rapadura para a blogesfera. Agora que matei um pouco da saudade virtual, estou na torcida que a primavera e o verão nos reserve novos deliciosos encontros :)

Pra terminar a Tata, minha madrinha linda e cúmplice de caminho. Depois de ler os textos dela, vá ao seu MySpace e confira como a voz dela é linda :)

05 março, 2010

Cadê o controle?

Adorei esse vídeo!



Peguei lá no blog da Cora. Aliás, minha última visita por lá deu vontade de copiar tudo. A pensata que ela escreveu sobre a vida antes da internet coloca em palavras o que eu estou começando a ver agora: que a globalização deixou tudo igual, no mundo todo. Até no Uzbequistão eu encontrei café Pelé, chocolates Nestlé e esmaltes da Risqué (o final de todas as marcas em "é" não foi de propósito, ta). Sempre que visito um lugar novo e dou de cara com as mesmas lojas e as mesmas coisas que tem em Lisboa fico imaginando como era antes, quando as coisas típicas locais não eram vendidas como itens de boutique de luxo.

Lá no blog dela ainda dei de cara com um estudo que diz: individuos mais inteligentes tendem a ser mais noturnos, acordando e indo dormir mais tarde do que individuos menos inteligentes. Nossos ancestrais não tinham alternativa: tinham que dormir e acordar cedo por não dispor de luz elétrica. Ser noturno é uma novidade evolucionária.

Por hoje é só.

25 fevereiro, 2010

Uma música e um filme para hoje



Eu entendo muito pouco de francês. Na verdade, quase nada. Mas isso não muda o fato dessa música ser linda e combinar direitinho com o dia de hoje, o primeiro dia de aula de Marido, num curso de... francês (!).

***

O que é a internet, não é mesmo? Estou empolgada para assistir "Alice no país das maravilhas", de Tim Burton. Em Lisboa, a estreia será daqui uma semana, mas hoje, neste exato momento está rolando a premiere em Londres e está sendo transmitida ao vivo aqui. Não é o máximo?

Eu adoooooro!

12 fevereiro, 2010

É carnaval


Com ou sem fantasia, no frio ou no calor, em casa ou na folia...
Aproveitem o feriado!

11 fevereiro, 2010

Brasileiros...

“Fulana foi para o Brasil e comprou um terrenão, com dois mil hectares. Aí sobrou dinheiro e ela comprou umas vacas também. Das que dão pouco leite, ne, porque são mais baratas. Foi mil reais cada”.

Eu ouvi essa frase hoje de uma brasileira, enquanto estava no auto-carro, aka ônibus. O homem que estava ao seu lado então respondeu:

“Mil reais? Não pode ser, só se foi mil euros porque o ciclano também comprou dessa mesma vaca e pagou sete mil”.

O povo tem esse nível de diálogo em transportes públicos e tudo bem, daí quando os portugueses lançam um comercial com uma caricatura do brasileiro caipira, tem gente que tem coragem de se sentir ofendido. É pra dar risada, ne? Do comercial, principalmente :)

09 fevereiro, 2010

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(aperte o play antes de ler:)

Eu adorei o filme e super recomendo. Como a Cora disse aqui, não é daqueles que a gente precisa pensar nem nada disso, só precisa se deixar levar pela beleza.

Das frases que mais gostei, além do I see you, foi: A natureza não toma partido, ela procura o equilíbrio.

28 janeiro, 2010

Cadê eu?


Estou igual ao Garfield!

Mais uma semana e acaba. Pelo menos o primeiro semestre :)