27 maio, 2010
Fazer o bem sem olhar a quem
24 maio, 2010
Coisa de librianos ou não!
Mas por que eu lembrei de tudo isso? Porque eu realmente tenho problemas para me auto-promover. Sério! Sei lá se é pelo fato de ser libriana ou não, mas sempre acontece. Querem um exemplo? Em novembro de 2008 (!!!) saiu uma reportagem feita por mim na revista DCasa, da editora Escala. Foi o meu primeiro freela como correspondente. E ficou bacana. Foi a cobertura de uma feira de decoração que aconteceu em Londres.
23 maio, 2010
Para começar a semana bem
21 maio, 2010
Palavra do dia
Rebuçado: bala (o doce), que também pode ser caramelo. As de revolver são chamadas balas mesmo.
20 maio, 2010
Andando por Lisboa
Para vocês terem uma ideia: o bilhete individual* de autocarro custa € 1,40 e o de metro € 0,80. Para andar para cima e para baixo é muito mais vantajoso comprar um passe diário, que custa menos de 4 euros (acho que são €3,70) e dá direito a andar à vontade, durante 24 horas, em todos os meios de transporte municipais da Coroa 1, ou seja: metro, ônibus (operados pela Carris), elétricos (os bondinhos :) e elevadores. Oi? Sim, elevadores.
Há quatro espalhados pelo centro da cidade. Três são assim:
Elevadores mesmo, quebram um galho na hora de encarar aquela ladeira!
O quarto é esse:
Bem parecido com o Elevador Lacerda, de Salvador, não é?
Eu prefiro andar de autocarro, para ver a cidade por cima. Procuro fazer o mesmo, inclusive, quando viajo. É gosto meu. Às vezes demora mais (naaaada que se compare a São Paulo), mas sempre fico sabendo dos eventos que estão para acontecer, conheço novos caminhos e vejo o movimento todo.
Eléctrico 28, dos Prazeres à Graça, passando pelos principais monumentos
Mas quem está a passeio por Lisboa não pode deixar de andar de metro, nem que seja uma vez para ver o visual das estações. Em São Paulo, todas as estações têm aquele mesmo padrão. Mesmo em Paris, aqueles tijolinhos brancos se repetem por todos os lados. Aqui não. Quase todas as estações são decoradas com painéis de azulejos, mas em cada um são usadas técnicas e feitos desenhos totalmente diferentes, o que torna cada estação única.
Olha a Monikets de novo, dessa vez com o painel da estação Oriente
Acabei de constatar que tenho pouquíssimas fotos no metro. Deixa o semestre acabar que preparo uma postagem só sobre isso. Prometo!
* Acredito que todo mundo que usa transporte na cidade tem o passe mensal, com tudo que o diário oferece, por € 28,10, válido por 30 dias corridos. Amigos de Sampa que usam transportes conseguem imaginar a maravilha que seria pagar R$ 50 e usar o Bilhete Único à vontade por todo mês? Sonho meu, sonho meu :)
09 maio, 2010
08 maio, 2010
O que é que Lisboa tem?
Para me redimir de tamanha ofensa, afinal são D-O-I-S anos de acolhimento, vou fazer uma série de textos sobre os meus must go em Lisboa e arredores, um guião da minha humilde opinião. Será uma série divida por temas (transportes, museus, passeios, gastronomia, miradouros etc, etc) para eu tentar mostrar mais e escrever menos, tarefa difícil, já vou dizendo :-)
Vamos começar com uma apresentação geral: Lisboa é a capital de Portugal, onde está a maioria ministérios. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não imagina é que com toda essa importância política, ela seja tão pequena (para os padrões de uma brasileira e ainda por cima paulistana, claro). A sua população é de 600 mil habitantes, mas o fluxo de pessoas que circula pela cidade diariamente é de 2 milhões.
A cidade tem apenas um aeroporto (o projeto de um novo é a grande discussão política do momento) e é por ele que se chega aqui. Para quem está em certos lugares da Espanha e da França (que eu sei) também há a opção de comboio (aka trem), mas bem mais cara, e de autocarros (aka ônibus), que chegam a ser mais em conta até mesmo que vôos de companhias aereas low cost.
Bem, a conversa tá boa, mas o que é que Lisboa tem, vocês devem estar se perguntando, não é? Então vamos lá...
Tem o Tejo, que de tão largo, às vezes pensa-se que é mar
Tem um castelo bem no meio da cidade
Tem a casa onde Santo Antônio nasceu...
... e tem festa todo dia 12 de junho para celebrar o padroeiro
Tem o Fernando Pessoa e muitos outros poetas
Tem o Bairro Alto (e a constatação: nenhuma foto descente de lá! Por que será? rs...)
Tem ruas estreitas e prédios típicos com roupas penduradas para o lado de fora sem a menor vergonha
Tem o Parque das Nações, também conhecido como zona da Expo
Tem uma rua Augusta muito diferente da que a gente conhece em São Paulo
Tem bacalhau para todos os gostos
Tem a Praça do Comércio (que está em obras...)
Tem coisas esquisitas também, como toda cidade
Mas pra compensar, tem bondinhos como meio de transporte!
Ufa! Por hora, chega! Afinal, tenho que deixá-los com gostinho de quero mais :) Espero ter conseguido! Aguardem cenas dos próximos capítulos: como se locomover em Lisboa.
29 abril, 2010
Dois anos e um mês
27 abril, 2010
O Tejo
O Tejo from Abilio Vieira on Vimeo.
Passeio de bicicleta na margem norte do Tejo ao som de "Cais" do projecto "Os Poetas". Por Nuno Trindade Lopes. Editado por Abilio Vieira, que eu vi no blog da Cora.
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro
26 abril, 2010
Um post bem atrasado
A hóspede
Esse post está atrasado (Ô! E como!). Era para ter sido feito quando realmente tinha uma hóspede em casa. Agora ela já foi embora... mas deixou saudades imensas e ótimas recordações.
Quem era? Minha prima da Bahia. A mais próxima. A mais chegada. Sempre moramos longe uma da outra. BEM longe, diga-se de passagem. Me lembro que quando era criança, via minha irmã trocar cartas com uma outra prima – da mesma idade que ela – e eu queria muito fazer o mesmo. Então comecei a me corresponder com a Luana.
Começamos modestas, com apenas uma folha de papel de carta. Com os anos, o número de páginas ficou proporcional ao tanto de assuntos que tratávamos: muitos! Escrevíamos sobre as nossas notas, as festas da escola, o carnaval, o natal, as férias, os amigos, os passeios e sempre ficava a expectativa pelo dia que uma visitaria a outra.
A última vez que nos vimos de fato foi em 99. De lá para cá, um zilão de coisas aconteceu, inclusive o advento do email e a aposentadoria das cartas.
Tê-la ao meu lado por esses dias foi diferente de todas as outras vezes. Não sei exatamente explicar... somos mulheres maduras, temos planos, queremos casar, viajar, gastar, somos tão parecidas que até me surpreendia às vezes. Fim.
Update: A tal visita aconteceu em agosto de 2007. Voltamos a nos ver alguns meses depois, quando Marido e eu fomos até a Bahia de carro, numa viagem deliciosa de 20 dias e 4 mil quilômetros, parando por sete cidades.
Durante todo o tempo que fiquei na casa dela, a sensação de que “se fóssemos irmãs, não seríamos tão parecidas” só aumentou. Até ganhamos um apelido por isso: Cosme e Damião. Nada mais baiano, ne?
Ela talvez não saiba, mas sinto a sua falta em muitos momentos. Eu a queria vestida de cor-de-rosa em meu casamento, penso nela em viagens que faço, quando experimento algum doce “que não é doce” ou quando vejo um filme. Daí, na falta dela em pessoa, pego fotos e viajo no tempo.






