27 maio, 2010

Fazer o bem sem olhar a quem

Se eu sumir um pouco do blog pelos próximos dias, o motivo será mais que louvável, tá? Comecei a trabalhar numa campanha de angariação de novos sócios para a ONG Médicos do Mundo.

Sabem aquela sensação de coração sorrindo? Então :)

24 maio, 2010

Coisa de librianos ou não!

Teve uma época que em São Paulo colocaram vários outdoors escritos assim: “Tom Jobim signo aquário”, “Elis Regina signo peixes”. Isso foi em 2005. Naquele ano eu morava e trabalhava em Bernô City (ou seja: ia muito pouco a Sampa City) e depois fui viver no Canadá, então não sei o desdobramento que essa campanha – se é que foi uma – teve.

Só sei que numa noite de quinta-feira o assunto do jantar com alguns amigos queridos era justamente os tais outdoors. Os aquarianos e piscianos presentes estavam empolgados. Daí as pessoas dos outros signos começaram a cogitar qual seria o cantor que as representaria. Eu, desligada que só para assuntos astrais, perguntei que artista famoso era libriano, no que uma amiga imediatamente respondeu: “alguém que esqueceu de dizer que era famoso”.

Mas por que eu lembrei de tudo isso? Porque eu realmente tenho problemas para me auto-promover. Sério! Sei lá se é pelo fato de ser libriana ou não, mas sempre acontece. Querem um exemplo? Em novembro de 2008 (!!!) saiu uma reportagem feita por mim na revista DCasa, da editora Escala. Foi o meu primeiro freela como correspondente. E ficou bacana. Foi a cobertura de uma feira de decoração que aconteceu em Londres.
Era para eu ter feito a maior propaganda na altura, ne? Não fiz. Como a revista não disponibiliza o conteúdo online, fiquei de colocar o PDF num desses sites que compartilha arquivos, o que eu nunca fiz também. Daí navegando pela net hoje, encontrei a matéria toda pomposa no site de uma das profissionais que é citada no texto. Legal, ne? Querem ver? É só clicar aqui. Espero que gostem :)

23 maio, 2010

21 maio, 2010

Palavra do dia

Copiando a ideia da Priscilla, vou passar a fazer posts curtinhos, com palavras que usam por aqui que às vezes até conhecemos no Brasil, mas com significados totalmente diferentes. Para começar:

Rebuçado: bala (o doce), que também pode ser caramelo. As de revolver são chamadas balas mesmo.

20 maio, 2010

Andando por Lisboa

O transporte público de Lisboa é bom e relativamente barato, principalmente se comparado com outros lugares da Europa. Há quatro linhas de metro que chegam a praticamente todos os extremos da cidade, a chamada Coroa 1. Para fazer turismo está de bom tamanho, pois mesmo onde o metro ainda não chega, há ligações com linhas de autocarros e já está.
Monikets, Mabel e seus Lisboa Viva, o passe diário

Para vocês terem uma ideia: o bilhete individual* de autocarro custa € 1,40 e o de metro € 0,80. Para andar para cima e para baixo é muito mais vantajoso comprar um passe diário, que custa menos de 4 euros (acho que são €3,70) e dá direito a andar à vontade, durante 24 horas, em todos os meios de transporte municipais da Coroa 1, ou seja: metro, ônibus (operados pela Carris), elétricos (os bondinhos :) e elevadores. Oi? Sim, elevadores.

Há quatro espalhados pelo centro da cidade. Três são assim:

Elevadores mesmo, quebram um galho na hora de encarar aquela ladeira!

O quarto é esse:

Bem parecido com o Elevador Lacerda, de Salvador, não é?

Eu prefiro andar de autocarro, para ver a cidade por cima. Procuro fazer o mesmo, inclusive, quando viajo. É gosto meu. Às vezes demora mais (naaaada que se compare a São Paulo), mas sempre fico sabendo dos eventos que estão para acontecer, conheço novos caminhos e vejo o movimento todo.

Eléctrico 28, dos Prazeres à Graça, passando pelos principais monumentos

Mas quem está a passeio por Lisboa não pode deixar de andar de metro, nem que seja uma vez para ver o visual das estações. Em São Paulo, todas as estações têm aquele mesmo padrão. Mesmo em Paris, aqueles tijolinhos brancos se repetem por todos os lados. Aqui não. Quase todas as estações são decoradas com painéis de azulejos, mas em cada um são usadas técnicas e feitos desenhos totalmente diferentes, o que torna cada estação única.

Olha a Monikets de novo, dessa vez com o painel da estação Oriente

Acabei de constatar que tenho pouquíssimas fotos no metro. Deixa o semestre acabar que preparo uma postagem só sobre isso. Prometo!

Estação Baixa-Chiado

* Acredito que todo mundo que usa transporte na cidade tem o passe mensal, com tudo que o diário oferece, por € 28,10, válido por 30 dias corridos. Amigos de Sampa que usam transportes conseguem imaginar a maravilha que seria pagar R$ 50 e usar o Bilhete Único à vontade por todo mês? Sonho meu, sonho meu :)

08 maio, 2010

O que é que Lisboa tem?

Essa semana completou dois anos que Marido e eu atravessamos o Atlântico pela primeira vez para enfrentar essas aventuras que são o casamento e viver em Lisboa. Daí eu me dei conta que a despeito dos quase trinta amigos que já passaram pela nossa casa nesse meio tempo, eu nunca fiz um post descente sobre o que ver e fazer por essas bandas.

Para me redimir de tamanha ofensa, afinal são D-O-I-S anos de acolhimento, vou fazer uma série de textos sobre os meus must go em Lisboa e arredores, um guião da minha humilde opinião. Será uma série divida por temas (transportes, museus, passeios, gastronomia, miradouros etc, etc) para eu tentar mostrar mais e escrever menos, tarefa difícil, já vou dizendo :-)

Vamos começar com uma apresentação geral: Lisboa é a capital de Portugal, onde está a maioria ministérios. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não imagina é que com toda essa importância política, ela seja tão pequena (para os padrões de uma brasileira e ainda por cima paulistana, claro). A sua população é de 600 mil habitantes, mas o fluxo de pessoas que circula pela cidade diariamente é de 2 milhões.

A cidade tem apenas um aeroporto (o projeto de um novo é a grande discussão política do momento) e é por ele que se chega aqui. Para quem está em certos lugares da Espanha e da França (que eu sei) também há a opção de comboio (aka trem), mas bem mais cara, e de autocarros (aka ônibus), que chegam a ser mais em conta até mesmo que vôos de companhias aereas low cost.

Bem, a conversa tá boa, mas o que é que Lisboa tem, vocês devem estar se perguntando, não é? Então vamos lá...

Tem o Tejo, que de tão largo, às vezes pensa-se que é mar

Tem um castelo bem no meio da cidade

Tem a casa onde Santo Antônio nasceu...

... e tem festa todo dia 12 de junho para celebrar o padroeiro

Tem o Fernando Pessoa e muitos outros poetas

Tem o Bairro Alto (e a constatação: nenhuma foto descente de lá! Por que será? rs...)

Tem fado

Tem ruas estreitas e prédios típicos com roupas penduradas para o lado de fora sem a menor vergonha

Tem um oceanário liiiiindo

Tem o Parque das Nações, também conhecido como zona da Expo

Tem uma rua Augusta muito diferente da que a gente conhece em São Paulo

Tem bacalhau para todos os gostos

Tem doces que nunca terminam

Tem a Praça do Comércio (que está em obras...)

Tem coisas esquisitas também, como toda cidade

Mas pra compensar, tem bondinhos como meio de transporte!

Ufa! Por hora, chega! Afinal, tenho que deixá-los com gostinho de quero mais :) Espero ter conseguido! Aguardem cenas dos próximos capítulos: como se locomover em Lisboa.

29 abril, 2010

Dois anos e um mês

Marido e eu temos duas datas de casamento – a do civil e a da festa – e fazemos questão de celebrar as duas. Desde o primeiro aniversário combinamos que nessa altura vamos rever o DVD da nossa festa e renovar nossos votos um para o outro.
Pode parecer besteira à primeira vista, mas se tem algo que descobri logo nos primeiros meses morando junto foi que casamento é um exercício diário. Não é porque namoramos cinco anos que temos total afinidade, pelo contrário. E não é porque casamos, que já está definido que será para sempre.
Durante o namoro a gente só mostra – ou o outro só vê – aquilo que é mais encantador. Já no casamento, a gente vai acordar despenteada com o outro ao lado, vai encontrá-lo mesmo no dia que está mal disposta, vai ter que dividir a televisão na hora da novela. Daí se não tomamos cuidado, aquelas briguinhas do dia-a-dia por quem vai apagar a luz ou de quem é a vez de lavar a louça ganham proporções tão grandes que colocam o motivo que nos levou a dizer “sim” na frente de todos os amigos e familiares numa caixinha num canto qualquer do sótão.
Por isso que eu acho importante celebrar, relembrar e renovar sim. De preferência um pouquinho por dia. Como disse a Cris Guerra nesse texto aqui, casamento é como uma planta muito delicada que precisa de toda a atenção, mas também não pode ser sufocada, necessita espaço e liberdade para crescer e ficar bonita.

Bodas de Algodão em Amsterdam


Na Blue Bridge

Keukenhof

Vincent e Aline, amigos e guias

27 abril, 2010

O Tejo

Esse é um vídeo que eu queria ter feito desde que a ciclovia às margens do rio Tejo foi inaugurada, só que de patins :-) Aliás, patinar por ali é um dos passeios que farei no tão esperado verão. Enquanto isso não acontece, deliciem-se com o poema de Alberto Caieiro e a paisagem de Belém. Sim, sim. Lá onde há os famosos - e deliciosos - pasteis.

O Tejo from Abilio Vieira on Vimeo.



Passeio de bicicleta na margem norte do Tejo ao som de "Cais" do projecto "Os Poetas". Por Nuno Trindade Lopes. Editado por Abilio Vieira, que eu vi no blog da Cora.

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro

26 abril, 2010

Um post bem atrasado

Estava fazendo faxina numa pen drive e encontrei um arquivo chamado “rascunhos”, no qual há várias frases que li por aí e guardei para momentos oportunos. Tem também um monte de idéias soltas para possíveis posts e esse texto inacabado aqui embaixo, escrito em 2007 (!!!), quando eu ainda vivia em Bernô City e Marido ainda era Namorado.

A hóspede

Esse post está atrasado (Ô! E como!). Era para ter sido feito quando realmente tinha uma hóspede em casa. Agora ela já foi embora... mas deixou saudades imensas e ótimas recordações.

Quem era? Minha prima da Bahia. A mais próxima. A mais chegada. Sempre moramos longe uma da outra. BEM longe, diga-se de passagem. Me lembro que quando era criança, via minha irmã trocar cartas com uma outra prima – da mesma idade que ela – e eu queria muito fazer o mesmo. Então comecei a me corresponder com a Luana.

Começamos modestas, com apenas uma folha de papel de carta. Com os anos, o número de páginas ficou proporcional ao tanto de assuntos que tratávamos: muitos! Escrevíamos sobre as nossas notas, as festas da escola, o carnaval, o natal, as férias, os amigos, os passeios e sempre ficava a expectativa pelo dia que uma visitaria a outra.

A última vez que nos vimos de fato foi em 99. De lá para cá, um zilão de coisas aconteceu, inclusive o advento do email e a aposentadoria das cartas.

Tê-la ao meu lado por esses dias foi diferente de todas as outras vezes. Não sei exatamente explicar... somos mulheres maduras, temos planos, queremos casar, viajar, gastar, somos tão parecidas que até me surpreendia às vezes.
Fim.

Update: A tal visita aconteceu em agosto de 2007. Voltamos a nos ver alguns meses depois, quando Marido e eu fomos até a Bahia de carro, numa viagem deliciosa de 20 dias e 4 mil quilômetros, parando por sete cidades.

Durante todo o tempo que fiquei na casa dela, a sensação de que “se fóssemos irmãs, não seríamos tão parecidas” só aumentou. Até ganhamos um apelido por isso: Cosme e Damião. Nada mais baiano, ne?

Ela talvez não saiba, mas sinto a sua falta em muitos momentos. Eu a queria vestida de cor-de-rosa em meu casamento, penso nela em viagens que faço, quando experimento algum doce “que não é doce” ou quando vejo um filme. Daí, na falta dela em pessoa, pego fotos e viajo no tempo.

Scrapbook que fiz na época da visita, com fotos de 1986 e 2007. O moço da foto é o Ricardinho, orgulho da titia aqui :)


Em São Paulo


Cosme e Damião, na Bahia, claro!