31 janeiro, 2014

Dica ecológica: consertar em lugar de comprar

Estamos vivendo numa época que é mais prático e barato comprar uma televisão nova, em vez de mandar consertar a antiga porque o controle remoto parou de funcionar. Isso acontece por muitos fatores: o poder aquisitivo das pessoas aumentou, o preço de objetos antes de desejo agora é mais acessível e a mão de obra qualificada para trabalhos tão específicos está cada vez mais escassa.

Isso é um fenômeno que tem até nome: obsolescência planejada. E já vem de longe, como mostra o documentário "The Light Bulb Conspiracy", de Cosima Dannoritzer. Na Espanha o título mudou para “Comprar, tirar, comprar” e em Portugal para “A História Secreta da Obsolescência Planeada”. Recomendo muito que assistam, pois é impressionante. Me surpreendeu descobrir que as meias-calças (que hoje são praticamente descartáveis) duravam uma vida inteira. Assim como as lâmpadas.



Acho que o exemplo mais nítido dessa obsolescência nos dias de hoje são os celulares e smartphones, que em poucos meses os próprios fabricantes lançam novos modelos que deixam os “antigos” desatualizados.

Aqui em casa, tive uma longa conversa com Marido para convencê-lo a mandar arrumar a televisão e a nossa câmera fotográfica reflex. Em nenhum dos casos o preço foi o equivalente a um novo. Mas por bem pouco, admito.

No caso específico da câmera, fizemos orçamento em dois agentes autorizados pela Canon em Lisboa e em ambos recusaram o trabalho, porque teria que ser muito minucioso e ainda havia o risco do resultado não ser satisfatório.  

Em Madri, andando pelo bairro onde moramos, descobri um escritório da Canon. Lá fui eu com a câmera, para uma terceira avaliação. Aceitaram consertar e ela funciona direitinho, quase como nova.

Se a ideia de consertar não convenceu, assista ao vídeo. Como diz a diretora do filme, reciclar, sim, é muito importante. Mas mais importante que isso é gerar menos lixo, prolongando a vida dos nossos objetos.


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