16 março, 2009

A máquina, de novo

Não é de hoje que a minha relação com máquina de lavar roupas é complicada. Mesmo assim, eu me esforço. Compro sabões específicos para roupas pretas, brancas e coloridas, uso o tal do anticalcário para proteger a máquina da tal da água dura, separo as roupas pelas cores – salvo algumas exceções – e pelo tipo de tecido, para usar o ciclo adequado da máquina.

Eu até leio as etiquetas das roupas, vejam vocês.

Mas aí quando me deparo com uma etiqueta que diz DO NOT WASH, assim mesmo, em letras maísculas, o eu que faço? Uso até apodrecer?

13 março, 2009

Check list

Depilação (completa) – ok
Sobrancelhas – ok
Esfoliação do corpo – ok
Máscara facial – ok
Hidratação dos cabelos – ok
Exercícios quatro vezes por semana – ok

Ai, meu santo, ainda faltam as unhas. E depois ainda tenho que ouvir “ah mas então você não fez nada hoje?” ¬¬

Apaguei...

Se alguém chega até aqui pelo google reader, sorry, mas eu apaguei o quiz sobre qual super-herói eu seria. Não tem nada a ver com o fato do resultado ter indicado que eu seria, por cinco pontos apenas, o Superman ao invés da Mulher Maravilha.

É que estava muito feio a foto grandona, um espaço em branco gigante e uma fonte fora do padrão que costumo usar.

O quê? Metódica, eu? Imagiiiina.

[risos encabulados]

Para quem não entendeu bolinhas, o quiz é esse aqui ó.

06 março, 2009

Sobre a Primavera de novo

Eu sempre disse que amo o verão. E amo mesmo. Adoro usar vestido, sentir o sol, tomar água de coco, sorvete, ir para a praia, sentar na grama e muito, muito mais.

Entretanto de uns anos para cá descobri que a minha estação do ano preferida é a Primavera. Sei lá se são as flores, o colorido, o prenúncio do verão... o que sei é que fico encantada com toda a sutileza da natureza nessa época.

Daí hoje, quando abri a porta da [mini] varanda daqui de casa, me deparei com a primeira tulipa da nossa floreira desabrochada. Depois de seis meses desde que Marido plantou as sementes e dada toda a minha não habilidade com plantas - Donana que o diga! - vê-la aberta foi praticamente um presente! E o melhor: é só a primeira. Tem outras onze a caminho :) se todas brotarem...

Tem melhor jeito de começar uma sexta-feira? Não, ne!

05 março, 2009

Como eu ia dizendo...

No post passado eu mencionei que ando dando alguns foras domésticos por aqui. Não é para menos... para começar: dona de casa de primeira viagem e ainda por cima num país que tem hábitos higiênicos diferentes dos que tinha aprendido.

Ainda quando estávamos vivendo em hotel, percebi que a camareira só tirava o pó da parte do móvel que não tinha nada em cima. Onde havia qualquer objeto que fosse, ela não tocava e, uma coisa leva à outra, não limpava! Lidar com isso foi fácil, cada dia colocava as nossas coisas num canto diferente.

Daí fomos para um apartamento provisório e eu tratei de fazer uma faxina à la brasileira só por garantia. Fui lavar o banheiro e cadê o ralo para escorrer a água? Não há! A faxina aqui é a seco! Tá, exagerei. Eles usam a esfregona para tudo. Sabem o rodo, aquele parente da vassoura que a gente usa para puxar a água do chão? Aqui não existe. O que eu tenho em casa veio do Brasil, graças ao conselho de um amigo que já tinha vivido aqui antes.

Aqui também não tem tanque para lavar roupas. Aliás, nem área de serviço existe nos apartamentos. A máquina de lavar fica na cozinha, lado a lado com o fogão ou com a pia. Alguém pode estar se perguntando como se lava um simples pano de chão ou o tênis, por exemplo. Na máquina, ué. Ou, se a coluna deixar, na banheira, numa posição nada confortável. E a esfregona? Pois... tem muita gente que não lava. Dona Conceição mesmo nem a coloca para secar. Argh.

Nesse ponto eu já me adaptei totalmente ao estilo europeu: coloco tudo na máquina. Tapetes, panos de chão, esfregona (sem o cabo, claro), tênis. T-u-d-o. Bate aquele peso na consciência por estar gastando energia com coisas assim, mas aí eu aperto o botão que faz a máquina usar água fria (porque o normal é quente...) e passa.

Falando na máquina... ai, ai, ai... minha última arte com ela foi esta semana. Eu só quis usá-la na sua máxima capacidade e confiei na propaganda do sabão que promete impedir que as cores se misturem. Notem bem: desde que passei a usar o dito cujo os acidentes com roupas coloridas pararam de acontecer, então eu coloquei a cortina do quarto, que é vinho, e uma leva de panos de prato brancos. Adivinhem? A cortina ficou intacta, já os panos... cor-de-rosa!

É aquele negócio, só não erra quem não tenta.

02 março, 2009

Faltou uma

Dona Conceição é a senhora que vem uma vez por semana aqui em casa fazer faxina ou passar roupa. No dia que faz um, não faz o outro e vice-versa. Ela é uma “mulher a dias”, como se diz aqui, mas ao contrário das diaristas do Brasil, aqui elas recebem e trabalham por hora.

Ela é uma senhorinha baixinha muito bem disposta, com os seus 50 e poucos anos. Todas as segundas ela chega, coloca sua bolsa e casaco num canto, troca as botas por sandálias, veste o seu avental e pergunta quais serão as tarefas do dia.

No dia que lhe apresentei a casa e as minhas expectativas, Dona Conceição explicou que o melhor dia para ela seria segunda-feira e que quatro horas era o tempo médio que necessitava para fazer o serviço completo num apartamento como o meu. Como eu falei, um dos serviços.

Depois que eu já tinha pensado, ponderado e concordado com as condições e ela já estava com o avental vestido e a tábua de passar montada a sua frente, ela solta a pérola:

“Ah, mas a casa não precisa limpar todas as semanas, não é mesmo?”

Hein?

Eu tremi. Ela foi falar isso justo pra mim que sou descrita pelo Marido como a-que-gosta-de-tudo-muito-arrumadinho-sempre. É mentira dele. Não é tuuuuudo. E também não é seeeeempre.

Naquele dia ela passou as roupas muitíssimo bem, principalmente as camisas do Marido, o que representa muitos e muitos pontos na minha avaliação. Na semana seguinte foi o teste da faxina. Tudo dentro do esperado também.

Daí concluí que aquele comentário foi mais para puxar conversa do que uma crença absoluta. Apesar de saber que o conceito de limpeza europeu é bem diferente do brasileiro. Isso me fez lembrar das minhas primeiras gafes domésticas, mas isso é assunto para outro post.

18 fevereiro, 2009

Festival só comigo

Em casa

Baixei a saga completa de Alias, da primeira a quinta temporada. O download demorou uma semana para finalizar e quando fui assistir ao primeiro episódio, descobri que a legenda está em grego.

¬¬

No Porto

Era sexta-feira. Estava frio, chovendo e também ventava muito. MUITO. Eu tentava coordenar o guarda-chuva, a máquina fotográfica, a sacola de compras e a bolsa quando vi um senhor atravessar a rua na minha direção gritando “Ei! Ei!”. Olhei a volta, só eu lhe dirigia o olhar, então ele perguntou:

“És brasileira?”

Hein? Como assim? Nada do que eu visto é verde ou amarelo... como ele... - pensava eu enquanto respondi que sim e ele continuou:

“Posso ser seu amigo?”

O_O

Saí andando.

No restaurante

Havia duas opções de sobremesa com nomes praticamente iguais: torta deliciosa e torta deliciosa 2. Algo bem parecido com isso mesmo. Perguntamos ao garçom a diferença entre a primeira e a segunda e ele então responde, com um sorrisinho bem cínico:

“A diferença é que a primeira não há.”

=\

No estádio

O jogo já havia começado e nunca tínhamos ido ao estádio antes. Perguntamos ao guarda onde ficava o portão x e ele disse “para lá”, sem apontar direção alguma. “Para lá?” perguntamos, apontando para a direção que estávamos seguindo e ele, bem paciente respondeu:

“E o estádio é para fora, pa?”

=/

No monumento (essa não foi comigo, mas merece)

Estávamos na Torre de Belém e tinha um brasileiro na faixa entre os 35 e 40 anos que levou o pai, um senhorzinho com seus 80 e tantos anos, para visitar Portugal. O velhinho era simpático, sorria para todos, fazia piadinhas, se esforçou para subir todas as escadas da Torre – que deve ter uns 200 degraus – e até se propôs a tirar uma fotografia do filho com o monumento ao fundo. O marmanjo, todo sutil, então disse:

“Mas não treme, ne, pai!”

o_O

16 fevereiro, 2009

Lá vem ela

Já não chove há mais de uma semana! O sol brilha, brilha. Tem momentos que eu simplesmente páro onde ele bate e fico, como se fosse uma planta que dele necessita para a fotosíntese.

Pouco a pouco as roupas estão mudando, nas pessoas e nas vitrines. As saias estão mais curtas, as meias mais finas, as camisas em menores quantidade e os casacos mais leves.

Os dias, a cada dia, estão um pouquinho mais longos e os jardins mais floridos.

É a Primavera, toda sutil, mandando o seu recado: só mais um mês e ela estará por aqui.

09 fevereiro, 2009

Brincadeira

A resposta a todas as perguntas deve começar com a primeira letra do seu nome; não vale inventar nada, tudo tem que existir de verdade. Para certas letras deve ser mais fácil... eu queimei alguns neurônios para responder tudo :)

1. Como você se chama? Kelli

2. Uma palavra de quatro letras: kart

3. Um nome masculino: Kleber

4. Um nome feminino: Karina

5. Uma profissão: killer

6. Uma cor: knip (pink ao contrário – tive que apelar!)

7. Algo de vestir: kilt

8. Uma bebida: kir royal

9. Uma comida: kiwi

10. Algo que se ache no banheiro: Kelli :-)

11. Uma cidade: Kuopio (Finlândia)

12. Um motivo de atraso: km de trânsito

13. Um grito: K-C-T!

14. Uma cantora: Kelly Clarckson


Em tempo: Não vale pesquisar na internet, porque aí fica fácil e perde a graça, né?

Quem se empolgar, me avise que fez pelos comentários.

02 fevereiro, 2009

Viva os saldos!

Ontem Marido e eu fomos ao Freeport, considerado o maior outlet da Europa, com mais de 140 lojas e muitos, muitos saldos.

É impressionante como os preços realmente caem. Os descontos chegam a 80% fácil. Ontem eu vi na Zara uma cacharrel que comprei às vésperas do Natal por € 15 sendo vendida por € 5. Em contrapartida, uma blusinha super fofa com estampa do Mágico de Oz que quando foi lançada custava € 15 e uma amiga pagou € 5,95 ontem estava € 3,95. Eu que já a paquerava desde o lançamento TIVE que comprar. Como o Marido disse, “é o dinheiro do café”.

E assim: não é preciso ir ao Freeport para encontrar essas *oportunidades únicas*. Os saldos são fatos consumados que acontecem, pelo menos, duas vezes por ano: de agosto a setembro e de janeiro a fevereiro, quando as principais estações (verão e inverno) estão pra terminar.

O mais bacana é que todo mundo já espera por eles. Se aquela bota super bacana que você sempre quis está muito cara, deixe para comprar nos saldos. Se a pessoa for bem paciente, corre o risco de pagar ainda mais barato, pois além dos saldos há as segundas e terceiras baixas, quando as lojas dão desconto sobre o preço já com desconto. E eu estou falando de lojas *de marca*, ta.

Claro que há o risco de ficar sem também, porque quando acaba, acaba. Mas enfim... é praticamente impossível voltar para casa com as mãos vazias, mesmo quando se sai apenas com o intuito de tomar um café, comer um doce, ver um filme ou simplesmente passear. Im-pos-sí-vel. Até o Marido perdeu as estribeiras ontem, vejam vocês.

Os saldos são uma verdadeira prova à sanidade de qualquer pessoa. Certeza.