04 julho, 2008

Fora do ar

Saimos do hotel. Pois é, acabaram as mordomias, mas isso é outro assunto...

Antes de irmos para o nosso "lar doce lar", estamos provisoriamente num outro apartamento. Apenas por onze dias. O apartamento não tem internet, telefone, rádio, nem tevê a cabo. Apesar disso, está bem localizado, com metro a porta, como dizem os portugas. Ele também é ajeitadinho. Sobram algumas coisas, como tapetes empoeirados, plantas artificiais, bibelôs e luminárias do arco da velha.

Juro que tentei fazer vistas grossas e me convencer de que onze dias passavam rápido, mas não deu certo. Primeiro porque bati o meu recorde de espirros por minuto, segundo porque em cada cômodo, via indícios de uma limpeza mal feita. Digo, feita nos moldes portugueses, que são beeem diferentes do estilo brasileiro e, mais ainda de alguém com TOC. (Sim, eu admito).

Note bem, a dona da casa a limpou um dia antes de nos mudarmos. Ela realmente teve boa intenção, mas quando se está na casa dos 70 anos as habilidades motoras e visuais não são mais as mesmas... E eu realmente achei fofa a preocupação dela em me mostrar como funcionava a máquina de lavar, o fogão, a lava-loiças, o esquentador e até a maçaneta da porta. Sabe como é, há muitas formas de se abrir uma porta... é preciso instrução.

Bem... podem me achar fresca ou o que for, o fato é que além de ter os meus próprios lençóis e uma capa protetora de colchão, para não ter contato nenhum mesmo com a cama, eu não teria coragem de tomar banho naquela banheira, nem mesmo de colocar minhas frutas na geladeira antes de uma limpeza. Então lá fui eu ao supermercado comprar todos os tipos de produtos de limpeza que julguei importante: cândida, que aqui se chama lixivia, desinfetante, lustra móveis, CIF Power - Casa de banho (é assim que chamam o banheiro), sabão em pó, detergente, Ajax Ultradesingordurante, panos de chão e de limpeza e um par de luvas, claro.

Comecei pelo banheiro, passei pro quarto e, em seguida pela sala, onde há um armário embutido muito grande, que ocupa uma das paredes inteira. Foi o local ideal para amontoar todos os tapetes e objetos que não terão a menor serventia nos onze dias de estadia, se é que eles têm alguma utilidade em algum tempo...

Quando terminei toda a faxina, no segundo dia, o ar estava mais leve e o ambiente mais clean, mas era só passar o aroma do incenso para aquele cheiro de velho vir à tona. Foi então que apelei para um aromatizador de ambientes elétrico. Agora não sei dizer se o tal aparelho realmente funciona ou se as minhas narinas foram entorpecidas pela sua fragrância. Quando essas dúvidas aparecem, retomo o mantra: "Serão onze dias. A-p-e-n-a-s onze".

2 comentários:

Lisi disse...

MONICAAAAA!!!


=D

Lu disse...

Ai amiga, boa sorte.
Eu tenho TOC também... rsrsrs