30 maio, 2011

Um post meio #prontofalei

Acho que uma das perguntas mais recorrentes que ouço é: “quando vocês voltam para o Brasil?”. E a resposta não poderia ser mais frustrante: “não sei”. Daí a pergunta que segue é: “mas então vocês vão viver em Portugal para sempre?”

Poxa, como se responde isso? Primeiro que “para sempre” é muito tempo e, segundo: quem é que sabe o dia de amanhã, me diz?

Donana costuma dizer uma frase que faz todo o sentido para o que eu quero expressar: “o futuro a Deus pertence”. Cresci ouvindo isso. O contexto era completamente outro, geralmente relacionado com um pedido meu para ir a algum lugar que ela desaprovava, mas isso não vem ao caso.

O que eu quero dizer é que estamos em Portugal hoje. Bem e felizes. Não queremos viver aqui para sempre, mas também não há um prazo para deixar o país. Se amanhã estaremos no Brasil, na Finlândia, em Singapura ou no Canadá, quem sabe? A gente vai na direção que o vento das oportunidades soprar.

Outra pergunta corriqueira atualmente é “e a crise?”. Eu não sei o que passa nos telejornais brasileiros sobre a crise financeira na Europa, mas a impressão que dá é que mostra europeus passando fome e imigrantes desesperados para voltar às suas terras natais. Gente, menos.

É claro que há casos e casos. Igual no Brasil. É verdade dizer que no Rio de Janeiro tem favelas, que jacarés e macacos circulam pelas ruas livremente, que todas as pessoas do mundo já foram assaltadas a mão armada pelo menos uma vez na vida ou que todo brasileiro já nasce sambando, anda pelas ruas quase pelado e pula carnaval o ano inteiro? 

Não, ne? Então.  

2 comentários:

Aline disse...

Conheço bem essas perguntas... rsrsrs

Erica Moreira disse...

Kelli,

A crise sem dúvida existe e pode ser observada no índice de desocupação dos países, nas greves gerais ou em notícias de países europeus pedindo ajuda financeira à União Européia. A crise não pode ser negada, mas na verdade a crise deles não é comparada àquela que o Brasil viveu em toda a sua história. Os italianos, por exemplo, reclamam porque não podem mais fazer várias viagens caras durante o ano, se lamentam porque não conseguiram ir à New York durante o ano ou porque não puderam comprar o terno da Armani ou a bolsa da Prada. Se você sai nas ruas encontra gente com um monte de sacolas de roupas de marca. Então, que tipo de crise é? Menos né, muito menos!

Para mim a crise existe quando è necessàrio economizar na comida ou em roupas. Por enquanto não conheci nenhum italiano ou estrangeiro nessas condições. Vejo sim muitos brasileiros que economizam, mas para mandar dinheiro à seus países.

E sobre quando voltar ao Brasil... bem deixa para lá! rsrsrs