22 maio, 2009

Sobre museus, história e pessoas

Eu sempre gostei de Mitologia Grega e uma das minhas histórias preferidas é a do Cupido e da Psique.

Daí quando fui ao Louvre, a estátua dos dois foi a última coisa que vi. Última mesmo. Eu já estava tão cansada de andar para lá e para cá que até abri mão de ir parando a cada cinco passos, para ver o que estava no meio do caminho.

Fui direto e reto e quando os encontrei, paralisei. Era tanta beleza e sensibilidade talhada num pedaço de mármore, com tanto capricho, tanto amor, tanto cuidado. Isso me deixou tão emocionada que quase chorei.

Dias depois aconteceu de novo, dessa vez diante dos quadros do Monet, no Orsay. Eu ficaria horas ali contemplando tanta sutileza.

É engraçado prestar atenção no comportamento humano nesses lugares públicos. Com a banalização das máquinas digitais, poucos se dão ao trabalho de olhar realmente para os quadros. A maioria os vê através do visor da câmera e olhe lá! Sem contar aqueles que fazem vídeos panorâmicos da sala inteira, com direito a narração (!?!?!?!).

É triste. Eu acho pelo menos. Depois essas pessoas podem pesquisar sobre a vida do artista, podem descobrir outras obras espalhadas pelo mundo, mas aquele momento, aquele pequeno instante em que elas poderiam sentir o que o artista tentava exprimir na sua obra elas simplesmente perderam.

Um comentário:

Ví por aí... disse...

Ei querida,
muito obrigada pela visitinha...
Venha me visitar mais vezes,
'a casa' é nossa!!!
Adorei as imagens...Sabe que também "reparo" no comportamento dos humanos em lugares assim????(pensei que só eu fazia isso)kkkkk
Beeeeeeeeeeijokas da jô