09 junho, 2008

Diálogos esquisitos, numa noite incomum

21h45 – Primeiro programa da noite pra nós

Marido: Como eu chego no Castelo?
Senhor português: Se ponha na linha do elétrico.
Marido: Eu quero ir a pé, como faço?
Senhor português, enfático: Se ponha na linha do elétrico.
Marido, em sua última tentativa: Eu não quero pegar o elétrico, quero ir a pé.
Senhor português, impaciente: Pois, esse é o caminho a pé, se ponha na linha do elétrico. Adiante terá uma estátua, você vira a direita.

“se ponha” = siga o caminho

23h45 – Primeiro programa da noite para eles

Paula, após bater à porta de vários restaurantes e encontrar um que ainda servia jantar: Um casal de amigos chegará nos próximos minutos, daí eles fazem o pedido, ok?
Garçom, muito prestativo: Desculpe, mas vamos encerrar a cozinha. Nós serviremos vocês, mas eles não.

2h – O encontro

Kelli: Minha caipirinha acabou... moço...
Marido: Vamos achar outro bar, a Paula está impaciente para ir embora...
Kelli: Mas aqui está tão legal, ir embora por quê?
Marido: Porque aqui é um bar gay.
Kelli: É GAY???????

3h – Numa rua muito movimentada

Kelli: Hummm... que cheiro de pão fresco!
Savio: É mesmo!
Kelli: Olha, vem dali o cheiro. Tem uma fila! Vamos pegar também.
Marido: A gente não faz idéia do que distribuem ali... Não dá para enxergar o que há nos sacos de papel entregues às pessoas.
Kelli: Se for drogas a gente não pega...
Mulher a nossa frente: Vou levar bombas, mas queria mesmo é um cacetinho.
(Pausa para muitas risadas)
Atendente português simpático: Boa noite, o que desejam?
Marido: Eu não faço idéia do que você tem aí... mas queremos cinco.
Atendente português indgnado: Como não? Temos sonho, pastel de natas, bolo de arroz, croassant de presunto e queijo, de chocolate...
(cada um escolhe o seu)
Atendente português vingativo, antes de nos entregar os doces: Pra vocês [brasileiros], isso é sonho, mas aqui chama-se Bola de Berlim com creme, percebes?

4h30 – Projeto ver o sol nascer

Português aparentemente simpático: Estão a pescar?
Todos: Não...
(alguns minutos depois ele volta com umas seis varas de pesca)
Paula: Você escolheu um lugar bom, estamos ouvindo vários peixes pularem aqui em frente.
Português com ar de sabe-tudo: Ah, esses não prestam. São oferecidos demais.
Kelli: Moço, que horas o sol nasce?
Português aparentemente simpático: Umas seis e meia, creio.
Sávio: Hummm... vou ver o sol nascer lá de casa.
Kelli, cochichando: É mentira... eu li que é umas cinco e pouco.
Paula: Ele queria que fóssemos embora pra não assustar os peixes.

- Táxi!!!

Lá se vão dois. Restam três que voltam para casa a pé. Deixam o nascer do sol a beira do rio para outro dia, de preferência sem pescadores por perto... vai ser melhor.

5h25 – Chegada em casa

Kelli: Caramba, a noite foi muito boa. Adorei!
Marido: Com certeza eles também.

5h30 – Adormecimento em tempo recorde

3 comentários:

Lu disse...

hahahahahahahahaha

Muito bom!
Adorei os comentários!!!

Lisi disse...

que loucura! hahahah

portugueses tem o pé atras com brasileiros?

Paula disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!

Eita Kelli... Vim conhecer teu blog. Amei! E claro, ri imenso!
Já com saudades de vocês.
Muitos beijos.