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31 janeiro, 2014

Dica ecológica: consertar em lugar de comprar

Estamos vivendo numa época que é mais prático e barato comprar uma televisão nova, em vez de mandar consertar a antiga porque o controle remoto parou de funcionar. Isso acontece por muitos fatores: o poder aquisitivo das pessoas aumentou, o preço de objetos antes de desejo agora é mais acessível e a mão de obra qualificada para trabalhos tão específicos está cada vez mais escassa.

Isso é um fenômeno que tem até nome: obsolescência planejada. E já vem de longe, como mostra o documentário "The Light Bulb Conspiracy", de Cosima Dannoritzer. Na Espanha o título mudou para “Comprar, tirar, comprar” e em Portugal para “A História Secreta da Obsolescência Planeada”. Recomendo muito que assistam, pois é impressionante. Me surpreendeu descobrir que as meias-calças (que hoje são praticamente descartáveis) duravam uma vida inteira. Assim como as lâmpadas.



Acho que o exemplo mais nítido dessa obsolescência nos dias de hoje são os celulares e smartphones, que em poucos meses os próprios fabricantes lançam novos modelos que deixam os “antigos” desatualizados.

Aqui em casa, tive uma longa conversa com Marido para convencê-lo a mandar arrumar a televisão e a nossa câmera fotográfica reflex. Em nenhum dos casos o preço foi o equivalente a um novo. Mas por bem pouco, admito.

No caso específico da câmera, fizemos orçamento em dois agentes autorizados pela Canon em Lisboa e em ambos recusaram o trabalho, porque teria que ser muito minucioso e ainda havia o risco do resultado não ser satisfatório.  

Em Madri, andando pelo bairro onde moramos, descobri um escritório da Canon. Lá fui eu com a câmera, para uma terceira avaliação. Aceitaram consertar e ela funciona direitinho, quase como nova.

Se a ideia de consertar não convenceu, assista ao vídeo. Como diz a diretora do filme, reciclar, sim, é muito importante. Mas mais importante que isso é gerar menos lixo, prolongando a vida dos nossos objetos.


23 janeiro, 2014

Dica ecológica: use a criatividade, reutilize objetos

No escritório: ex-lata de sopa e ex-caixa de cereais
Agora: porta-canetas e lixinho reciclável de mesa

Eu adoro entrar nessas lojas de tranqueiras para casa e escritório. Sabe suporte para celular, “enrolador” de fios, porta-bugigangas, kit para cupcakes, para biscoitos e outras coisinhas mil? Fico com vontade de comprar tudo. Olho para o preço e desisto. Não que não valha o preço que pedem. É que sendo muito sincera comigo mesma, eu não preciso de nenhuma daquelas coisas ou posso encontrar substitutos em casa mesmo.

Um exemplo: no fim do ano passado, visitei uma amiga e achei super bonito o arranjo natalino que enfeitava a mesa. Ela, prestativa, me disse a loja que tinha comprado. Ao voltar para casa, me lembrei das velas artesanais que tinha ganho e ainda não tinha usado. Peguei um prato que ficava na mesa de centro da sala, “roubei” algumas pinhas da árvore de Natal e voilá: arranjo natalino a custo zero.


Com um pouco de criatividade, nós encontramos inspiração o tempo todo, em todos os lados. Às vezes produzimos coisas super legais que nem sabíamos que éramos capazes. Outras fazemos um quebra-galho, que mais parece trabalho de Educação Artística do primário. Mas cumpre a função igual, que é o que importa.

Com isso, geramos menos lixo, economizamos dinheiro e recursos naturais. Aqui em casa, outro fator que conta é o da praticidade. A qualquer momento, podemos nos mudar de casa ou de país e não teremos espaço nas malas para levar todos os objetos do mundo.

Para mim, será menos dolorido (a apegada!) me desfazer de vidros de café solúvel que foram transformados em porta-cereais do que se eu tivesse comprado um jogo daqueles que vem escrito “café”, “açúcar”, “feijão”, “arroz”, por exemplo. 


Sabe quando vamos naquela feijoada na casa da mãe e, no fim, ela distribui marmita para todo mundo? Donana costuma ter um estoque de embalagens de sorvete para esse fim, assim não precisa ficar cobrando os potinhos que nunca são devolvidos.

A ideia desse post não é que a gente se transforme no maior mão de vaca do mundo. Não. É só que a gente se pergunte, antes de comprar por impulso ou por empolgação, se aquilo realmente vai ser útil ou se ficará no fundo de uma gaveta qualquer. Se a resposta for a segunda, então melhor reutilizar alguma coisa que já tem em casa mesmo, não acham?

De embalagem de xampu a suporte pra carregar o celular,
um oferecimento Pinterest  :D

16 janeiro, 2014

Dica ecológica: hortas caseiras

Na semana passada eu escrevi sobre o consumo de alimentos orgânicos e algumas opções que existem para comprá-los. A dica desta semana vai no mesmo sentido, consumir alimentos livres de agrotóxicos, plantados por você.

A horta madrilena mirradinha por causa do inverno

E antes que alguém fale algo, assumo: eu, assim como muitos que lêem este blog, sou super urbana, vivo em apartamento e até pouco tempo atrás estava mais para “assassina de plantas” do que para “pessoa que cultiva a própria comida”.

Bem... eu ainda estou bem longe desse segundo estágio, mas já deixei de matar todas as plantas e aprendi a cultivar temperos :) Aqui em casa há pelo menos um ano não compramos salsa, porque sempre tem plantado. Também já cultivamos coentro, cebolinha, manjericão, alecrim, hortelã e pimenta.

Na prática, como eu faço?

Uso floreiras, daquelas que ficam penduradas na grade da varanda, e vasinhos na janela da cozinha. Numa pesquisa rápida no google imagens ou no pinterest vocês encontram muitas formas de montar uma horta doméstica, independente do espaço.


Na janela da cozinha

Se você mora numa casa com quintal e espaço para muitos vasos ou tem um sítio com terra para poder plantar o que quiser, sinta-se privilegiado :)

Outra opção, como bem lembrou a Aline, são as chamadas hortas comunitárias, que é um terreno disponível no bairro utilizado pelos próprios moradores. Em Lisboa isso estava ganhando cada vez mais popularidade. Aqui em Madri eu não vejo tanto, mas seguramente também existe. Em São Bernardo, a Aline falou de uma no Bairro Assunção.

A horta lisboeta

Se essa é uma boa opção para você, procure se informar no seu bairro. Na associação cultural, se tiver, com o dono da banca de jornal ou na padaria. Pessoas que trabalham nesses lugares sempre sabem das coisas.

Para terminar, vale dizer que o simples fato de se plantar a própria comida não faz dela orgânica, livre de agrotóxicos. Isso vai depender do tipo de semente que se compra, da terra que se utiliza, do tipo de adubo que se aplica e de que maneira se vai tratar os bichinhos que invariavelmente vão aparecer. 

É um aprendizado constante. Tem que ler cada rótulo, buscar vendedores de confiança e fontes de informação igualmente confiáveis. 

09 janeiro, 2014

Vai uma Dica Ecológica aí?

Quinta-feira é o dia que recebo em casa a cesta de produtos orgânicos que compro direto de um produtor aqui em Madri, com legumes, verduras e frutas da época super fresquinhos. Que ótima oportunidade para aproveitar a vibe de ano novo, posts novos e retomar a seção semanal de Dicas Ecológicas aqui no blog, não é? :)


E justo hoje uma amiga compartilhou uma reportagem do Globo Repórter sobre a quantidade de agrotóxicos que os produtores usam nas plantações. Segundo um professor entrevistado, além de lavar as folhas de saladas muito bem lavadas, é preciso deixá-las de molho por 40 minutos em bicarbonato de sódio, voltar a lavar com água, e depois deixar outros 40 minutos de molho no vinagre.

A dica está meio óbvia, ne? Compre, sempre que seja possível, produtos orgânicos. Eles são mais saudáveis, não contaminam os solos nem a água.

Eu sei que tem a questão do preço, mas nem sempre ele é muito mais alto. Ou, pelo menos, impeditivamente mais alto. Você pode começar com um produto por vez – aquele que estiver mais barato naquela semana – e ir aumentando aos poucos.

Ou pode buscar outras alternativas. Aqui em Madri, eu compro do Tu Huerto Ecológico, que é uma chácara que está nos arredores da cidade. Semanalmente uma pessoa de lá envia por email uma lista dos produtos que estão maduros. Às quartas eles fazem a colheita e às quintas entregam.

Aqui em casa, ao invés de escolher toda semana o que comprar, optamos pelo serviço de cesta mista. Dá para conferir o que virá na cesta na internet, mas Marido e eu preferimos a surpresa. Quando chega a cesta, descobrimos quais serão as nossas refeições da próxima semana. Está sendo divertido, sobretudo porque estamos provando coisas que por vontade própria não compraríamos, como acelga, repolho ou abóbora.
  
No nosso caso, o preço que pagamos na cesta é praticamente igual ao que pagaríamos se fizéssemos a mesma compra na quitanda que tem mais perto de casa.

Em Lisboa, eu testei um serviço parecido, mas como vivia ao lado de um mercado municipal, o preço não valia à pena. O que fazia naquele caso era comprar da barraquinha que oferecia produtos locais.

Porque também precisamos levar em conta que custa caro ter o “certificado” de produtor orgânico, e que nem todos que tem uma hortinha no quintal podem pagar por ele, ainda que não utilize agrotóxicos em seus produtos.

O ponto é: só descobrimos isso comprando do próprio produtor. E por mais que isso soe como algo do século passado, é um hábito que pouco a pouco está retomando a sua força.

Resumindo: sempre há opções. Só precisamos encontrar a que melhor se encaixa ao nosso perfil. Quanto mais procura existir por produtos orgânicos, mais os produtores terão que se mexer para deixar de usar tantos tóxicos. Assim espero :)

13 março, 2013

Dica ecológica: conheça o seu bairro

A dica desta semana é bem simples: sabe aquela caneta vermelha, a fita adesiva para fechar um embrulho de presente, um CD virgem, uma meia-calça para a festa de mais tarde, um botão novo para a camisa, a lâmpada que queimou, o leite que acabou no meio da receita, ou um prego para pendurar aquele quadro que está encostado há séculos?

Ao invés de correr para um shopping ou para uma grande franquia, que vende de tudo e mais um pouco, porque não sair caminhando pelo seu bairro e contribuir para o comércio local?

Vocês podem me perguntar “mas porque, Kelli, se num centro comercial eu encontro tudo o que busco, há opções de marcas, vejo outras coisas que posso vir a querer, e ainda posso aproveitar para comer num restaurante, tomar a sobremesa em outro e fechar o passeio com um café delicioso numa cafeteria x?”

Bem, daí eu respondo: porque assim você não vai precisar dirigir até o shopping, nem pagar estacionamento – ou pegar um transporte público. Esse é o primeiro ponto. Benefícios diretos: você faz exercício, não se estressa com o trânsito e economiza. O segundo: descobre que naquele armazém com a vitrine empoeirada pode haver (geralmente há) coisas interessantes e que atenderão sua necessidade perfeitamente.


Em Lisboa, justamente para diminuir os deslocamentos e promover o comércio de rua, a Câmara Municipal passou a editar guias dos principais bairros da cidade, com telefone, endereço e horário dos estabelecimentos, além de entrevistas com os comerciantes – o dono da padaria, o garçom do restaurante, o senhor da banca de jornal, da adega, da quitanda, enfim, todos aqueles anônimos do cotidiano.

Há também espaço para personagens como a senhorinha que há 50 anos compra flores no mesmo lugar e todas aquelas pessoas que fazem parte do dia-a-dia dos vizinhos. Elas podem não saber como se chamam, nem onde moram, mas sempre se encontram na hora de comprar pão, levar o cachorro para passear, pegar o ônibus, na fila do banco ou do correio.

O guia é distribuído gratuitamente nos próprios comércios e, se não me engano, a edição é anual. Com a mudança de casa, o único que sobrou foi esse da foto, mas uma coisa bacana é que ao longo dos quatro anos que vivi ali, acompanhei a evolução editorial. Os primeiros que li tinham uma edição mais simples, quase amadora, e agora já ganharam um layout mais moderninho, para chamar a atenção também dos turistas.

Imagino que no seu bairro não tenha esse tipo de revista. Tudo bem. No meu aqui em Madri também não há e tenho conseguido me virar bem. Fica a sugestão: na próxima vez que precisar de algo, antes de correr para uma grande loja, dê uma volta pelas ruas à volta da sua própria casa. Espero que reserve boas descobertas ;-) 

04 março, 2013

Dica ecológica: informe-se

Tem uma frase em inglês – Ignorance is bliss – que quer dizer, numa tradução livre,  que ignorância é felicidade. O sentido disso, para mim, é que quando fazemos algo sem saber que aquilo é prejudicial de alguma maneira, a culpa é “menor” do que se soubéssemos desde o início que se tratava de algo ruim. Menor entre aspas, porque não muda a gravidade do ato, só a intensidade do peso da consciência.

Por muitas vezes, quando me deparo com notícias do tipo “embalagens de plástico contém substância cancerígena”, “carne de cavalo é encontrada em hambúrgueres que deveriam ser de carne de vaca”, “xampu da marca ‘x’ contém corrosivos”, “criadores de salmão dão valium para acalmar os peixes nos tanques”, “marcas ‘y’ e ‘z’ utilizam tintas tóxicas em suas roupas” e tantas outras na mesma linha, eu simplesmente queria ser ignorante, não saber das coisas, porque dá uma tristeza enorme e tira um pouco a esperança de que estamos seguindo num caminho mais saudável e sustentável.

Mas o fato é que a informação é uma grande aliada, fundamental e indispensável na construção de um estilo de vida diferente, mais sustentável. Ainda que por muitas vezes nos dê a sensação de “quanto mais eu me informo, menos eu sei”.

É preciso estar atento à qualidade e à veracidade das fontes que se consulta, afinal, o que não falta na internet são mentiras e notícias equivocas. Para contribuir com uma fonte de informação confiável, recomendo o blog Wise Up, escrito pela Salomé, uma amiga portuguesa que fez o mestrado de Ecologia Humana comigo e é uma entusiasta sobre consumo consciente, minimalismo e mudanças de comportamento para se viver mais e melhor com menos recursos naturais.

Acessem e tenham suas próprias impressões ;-)

 No blog, ela fala sobre estudos, notícias atuais, projetos que estão acontecendo ao redor do globo, além de dar dicas diárias de como diminuir a nossa pegada ecológica no planeta. O Wise Up, moderno que só, tem página no Facebook e tudo. 

25 fevereiro, 2013

Dica ecológica: participe

Aproveitando a onda de atualizações que o blog voltou a ter, vou retomar a seção de dicas ecológicas uma vez por semana, pois é um assunto que me interessa muito e sempre vale à pena compartilhar.

Bem... então a dica de hoje é participar do dia a dia das empresas, quer seja enviando sugestões ou reclamando. Segundo a Akatu, um dos princípios do Consumo Consciente (veja os 12 princípios aqui) é “contribuir para a melhoria de produtos e serviços enviando às empresas sugestões e críticas sobre seus produtos e serviços”.

Reparem que não é mesmo que falar mal por falar ou fazer das redes sociais um muro de lamentações. É partir do princípio de que se eu não digo que passou algo de errado comigo, a empresa não terá como adivinhar que o seu produto ou serviço apresenta problemas.

Um exemplo: Certo dia, em Lisboa, eu tentei comprar uma coca-cola naquelas máquinas automáticas que tem em algumas estações do metrô. Coloquei a moeda de 1 euro e o refrigerante ficou emperrado. Quem nunca? Eu poderia ter chutado a máquina, xingado os donos da coca-cola ou simplesmente ter deixado para lá, afinal era “só” 1 euro.

Na máquina havia um número de telefone, que resolvi entrar em contato no mesmo instante, informando o que havia acontecido. O atendente disse que um técnico iria ao local e que o meu dinheiro seria devolvido. Depois de uns dias, recebi em casa um cheque nominal no valor de 1 euro.


Esse é um exemplo mais simbólico, afinal 1 euro não deixa nenhum empresário pobre, mas se todos que tem as suas moedas emperradas nas máquinas automáticas começarem a fazer o mesmo, uma hora alguém na empresa vai questionar a emissão de tantos cheques de 1 euro e aí vai fiscalizar melhor o serviço de manutenção.

É um círculo.

* Atualização: No título original eu tinha usado a palavra “reclame”, mas depois de conversar com alguns amigos sobre o post, vi que o verbo mais adequado é “participar”, que aí inclui reclamações, sugestões etc.

06 janeiro, 2012

A universidade dos pés descalços

Hoje, a Jú Mantovani compartilhou esse vídeo comigo, sobre uma universidade na Índia onde só podem ser professores pessoas sem formação universitária. É uma faculdade para pessoas pobres, que ensina o que é importante para o desenvolvimento local, partindo das necessidades da realidade deles como cenário principal.


Esse vídeo me lembrou uma conversa que ouvi alguns meses atrás, num restaurante. Estavam quatro senhores numa mesa e um deles disse:
Daqui alguns anos, quando precisarmos de um eletricista, não vamos encontrar porque só vai existir doutores*.
Outro respondeu:
- Pois! E a culpa é nossa porque fomos nós que obrigamos os nossos filhos e netos a andarem pela faculdade.

Silenciosamente, eu concordei porque leva ao tema do vídeo e a um questionamento que eu já tinha levantado aqui antes: formação demais pode ser frustrante.

A definição que a universidade dos pés descalços dá para profissional é a melhor: “é alguém que tem uma combinação de competências, confiança e crença” e, para exemplificar, mostra pessoas analfabetas que constroem centrais de energia solar em aldeias na Índia, África e Oriente Médio. Eles não sabem assinar o próprio nome, mas isso não os impede de transformar a realidade de centenas de famílias.

É ou não é para nos fazer pensar?

* Em Portugal, toda pessoa com formação superior pode ser tratada como doutor (a). 

23 dezembro, 2011

Dica ecológica: faça você mesmo

Em cimíssima da hora, mas quem nunca deixou pelo menos um presente de Natal para comprar aos 45 do segundo tempo, ne? Mas mesmo que essa dica não sirva para este Natal, será útil num próximo aniversário ou ocasião especial que você queira presentear alguém com algo FEITO POR VOCÊ!

Este ano, meus amigos do mestrado organizaram um jantar sustentável – que também pode ser chamado de econômico ou à moda antiga: cada um preparou um prato, levou a bebida que mais gosta e confeccionou um presente para trocar no amigo secreto.

Como tem gente do mundo inteiro na turma, até uma sopa turca degustamos. Adoro essa troca que viver na Europa porporciona. A hora mais divertida foi, sem dúvida, quando começamos a abrir os presentes e nos deparamos com um show de criatividade.

Marido, ofereceu um molho de pimenta caseiro – receita do padrinho dele. 

Hugo e o molho de pimenta de família
E ganhou um vinagre aromatizado e um azeite caseiro com ervas.

Huuuuummmm!

Reparem nas garrafas: de água e de molho reutilizadas!

Eu montei um kit com um bloquinho de anotações com o verso de impressões antigas, um lápis que tinha ganho num congresso e nunca tinha usado e um marca-texto.

Cloé e o kit anotações

E ganhei uma caneca cheia de bombons.

Hummmm!



Pela festa ainda passaram cachecol feito pela própria pessoa, carteiras feitas com embalagem tetra park e tantas outras coisas. 

No jantar com a turma da natação, um dos meus colegas é suíço e deu ao professor um pacote com biscoitos típicos da cidade dele, feitos por ele. De uma delicadeza sem tamanho. E eu acho que o mais importante nessa história é exatamente isso: o tempo e o carinho que se emprega em preparar algo com as próprias mãos para dar às pessoas queridas.

09 dezembro, 2011

Dica ecológica: recicle

Depois que publiquei o post sobre o papel pardo reciclado, lembrei que eu também já usei caixa de cereais “do avesso” para mandar coisas delicadas pelo correio. E o que estava dentro chegou ao destino exatamente como deveria: intacto.

A Sociedade Ponto Verde é uma das empresas que realiza coleta seletiva em Lisboa. Em Portugal, em 2010, 15% de todo o lixo gerado foi recolhido separadamente, segundo a Agência Portuguesa de Ambiente. Para vocês terem uma ideia, no Brasil esse número não chega a 2%, de acordo com o IBGE. #tristeza.

Mas em termos Europeus, o número de Portugal ainda é baixo, então para incentivar a população a reciclar mais, frequentemente a empresa estabelece parceria com ONGs e cria campanhas do tipo: a cada mil toneladas recolhidas, criará uma nova unidade de qualquer coisa. E depois mostra o resultado obtido, para as pessoas saberem que o lixo delas virou algo de bom para alguém.

Você não sabe o que é feito com o plástico ou o vidro que você coloca no lixo reciclável? Esse vídeo te mostra de uma forma bem esclarecedora, super divertida e a partir do ponto de vista dos próprios objetos :)



01 dezembro, 2011

Dica ecológica: reutilize

Na semana passada eu coloquei no correio os primeiros cartões de Natal deste ano. Pois é... se vivendo no Brasil a gente já corre o risco do cartão chegar no carnaval, estando fora o cuidado tem que ser maior, para não perder o timing.

E porque esse assunto entra no tópico de Dicas Ecológicas? Porque eram cartões grandes, fora do tamanho convencional, então tive que providenciar um embrulho, pois não havia envelopes que servissem.

A primeira reação seria correr numa papelaria e comprar um rolo de papel pardo ou similar, certo? Mas dando uma olhada no cantinho da bagunça aqui de casa, eu vi um monte de sacolas de papel esperando para serem usadas “um dia”. Recortei, passei em volta do cartão com o logotipo da loja virado para dentro e ali estava o meu papel pardo reciclado, pronto para andar de avião.

Não é sobre ser pão-duro, é sobre Reduzir, Reutilizar e Reciclar

Ah. E uma dica adicional a essa é: fazer você mesmo o seu cartão de natal ou comprar um cartão ligado a uma causa, como aqueles vendidos pela Unicef.

17 novembro, 2011

Dica ecológica: reduza

Vocês já repararam que vivemos numa sociedade do consumo? Somos instigados a comprar o tempo todo e quase na mesma velocidade com que adquirimos, jogamos fora. Um dos itens do Guia do Consumidor Consciente, elaborado pelo Akatu, recomenda que antes de compramos qualquer coisa por impulso, nos perguntemos se é realmente necessário. Tarefa difícil, eu bem sei. Mas se a gente parar para analizar, anda rolando um certo exagero sobre tudo.

Reparem: hoje em dia a gente tem um par de tênis para correr, outro para andar na cidade, outro para andar no campo e outro para ir para a academia. Há faca para cortar pão, para passar manteiga, para cortar queijo, para peixes e para não sei mais o quê. Uma amiga do mestrado está fazendo a dissertação sobre o movimento do Decréscimo, que, numa explicação bem simplista, defende a criação de novas políticas econômicas que não foquem apenas no crescimento de produção. 

Como primeiro exemplo para abrir a seção Dicas Ecológicas: as embalagens. Nada mais propício para a época do Natal, não é? A imagem abaixo apareceu aqui no blog em 2009, mas continua atual. Caixas, laços e papéis de presente saem da loja e vão diretamente para o lixo, passando rapidamente pelas mãos de quem dá e de quem recebe.



Já tem alguns anos que eu troquei o papel de presente por jornal, páginas de revistas, caixas reaproveitadas ou o que estiver disponível e a reação de quem recebe é sempre de surpresa pela criatividade e originalidade.

Natal feliz no Brasil em 2009: fácil reconhecer os presentes dados por nós

 Na próxima quinta eu trarei uma nova sugestão. 

16 novembro, 2011

Em sintonia com o planeta

Ontem eu comecei a rascunhar alguns textos com dicas ecológicas. É um projeto antigo que eu ainda não tinha tirado da cabeça, mas me motivei com o clima consumista de Natal que está se aproximando.

A ideia fluiu tão bem enquanto eu escrevia que decidi que será uma seção aqui no blog chamada Dicas ecológicas, que eu sempre atualizarei conforme descobrir algo novo/ interessante, independente das festas de fim de ano.

E eis que hoje uma das primeiras notícias que leio é que a terceira edição do Manual Flávia Ferrari acabou de chegar às bancas de jornal do Brasil. E olha a sintonia com o planeta: uma das chamadas de capa é justamente sobre sustentabilidade, com quatro sugestões de presentes feitos com material reciclável.

E agora, agorinha mesmo, eu li este texto da Giuliana Capello para o Planeta Sustentável que simplesmente resume na perfeição o que me impulsiona a escrever sobre esse assunto. Porque se o mestrado que estou fazendo não servir para mais nada na minha vida, serviu para me deixar mais consciente sobre as minhas escolhas e o impacto que elas podem exercer sobre o planeta.

Nada de presente! Foto: Planeta Sustentável

 Soa pretencioso falando assim, mas se juntarmos a minha luz acesa, com o banho demorado da Fulana, com a pia pingando da Beltrana e muitos outros casos, o planeta acaba. Eu ainda não cheguei ao nível da Giuliana, de deixar de dar presente em datas especiais, mas virei adepta do presente comestível, aquele que a pessoa ganha, gosta, come ou bebe e acaba, não vai parar no fundo do gaveta, nem disputar espaço na prateleira.

Bem... mas por hoje é isso. Amanhã publicarei a primeira dica ecológica.

Apareçam e palpitem!