17 abril, 2011

Semana cheia, Páscoa feliz

Sabe quando todos os eventos do mundo são agendados para o mesmo fim de semana e a gente tem que se desdobrar em mil para dar conta do recado? Então... a próxima semana será *a* tal, começando por hoje. Sente só:

Domingo: festa de aniversário dos melhores amigos
Segunda: início de um encontro de Páscoa que ajudei a organizar, com 20 jovens espanhóis que passearão por Portugal a semana inteira
Terça: chegada dos sogros a Lisboa
Quarta: apresentação num congresso da minha faculdade *in English*
Quinta: chegada de um casal de tios a Lisboa, para se juntar aos sogros
Sexta: único dia sem uma programação ‘oficial’, mas ne?
Sábado: tarde com os jovens e festa de despedida à noite  
Domingo: o primeiro almoço de Páscoa em família em Lisboa :)

Resumindo: #tudoaomesmotempoagora e muitas #borboletasnoestomago

11 abril, 2011

O que é bom se compartilha

Eu nasci em São Paulo. Na cidade. Sou paulistana da gema, meu! (leia com aquele sotaque dos "tiozões típicos" que sempre colocam nas novelas). Mas a verdade é que eu tenho um pé na Bahia. Aliás, um pé não. Metade de mim para mais. E eu pulo de alegria quando vejo projetos super bacanas sendo realizados por lá.

O Neojiba é um programa de formação de núcleos de orquestras e corais infanto-juvenis no Estado da Bahia, visando a excelência e a integração social por meio da prática coletiva da música.

Olha o trabalho lindo que eles fazem - e eu incluo as dancinhas no "lindo":



Dica tirada lá do cantinho da Cora.

02 abril, 2011

Adaptados

Este ano, Marido e eu já recebemos a visita de quatro pessoas bem especiais, daquelas que eram super próximas a nós quando vivíamos no Brasil. Ou seja, nos conhecem super bem. Cada uma veio numa ocasião, mas ouvimos de todas, sem exceção, que estamos bem adaptados em Portugal.

E a gente, ne... imagiiina. Aquela conversa de que já que estamos aqui, aproveitamos o que a Europa tem para oferecer, do tipo em Roma faça como os romanos, mas com o complemento de que não é o nosso país, nunca é igual ao Brasil e blablabla.

Passou.

Quinta-feira Marido chega em casa e diz que pegou o maior trânsito na volta do trabalho. “MAIOR trânsito?”, eu pergunto.

Nota explicativa: nossa nova casa fica a dois quilômetros de distância do escritório dele. São duas ruas, uma rotatória e já está.

E ele responde indignado: “Sim. Demorei 20 minutos! Geralmente são seis”.

É... para quem fazia todos os dias a rota São Bernardo-São Paulo, via avenida dos Bandeirantes, e levava DUAS HORAS para concluir cada trecho e agora reclama que dirigiu por 20 minutos, realmente nós estamos super bem adaptados ao estilo de vida europeu =)

24 março, 2011

Colo de irmã

Marido costuma dizer que eu tenho três mães, porque além de ser a caçula, a diferença de idade entre mim e as minhas irmãs é bem grande. E, bem... quando eu era adolescente, era bem isso que parecia mesmo... que tinha três Marias-Mandonas para me controlar: Donana e as duas Marias.

O tempo passa, a gente se dá conta do quão tontos éramos na adolescência e agora eu as vejo como o meu porto-seguro, as únicas pessoas cuja opinião realmente importa, aquelas que eu nunca quero decepcionar e, exatamente por isso, me esforço para ser uma pessoa melhor a cada dia.

Mês passado a Maria 2, como Donana costuma chamar, pegou um avião, atravessou o Atlântico e pousou aqui em Lisboa. Se tem uma expressão que define o quanto foi bom tê-la por perto é: colo de irmã!

Levá-la para conhecer cada um dos meus cantinhos preferidos em Lisboa, dividir a minha casa - tipo mostrar o quão adulta eu virei - e depois ainda dar um "pulinho" em Paris foi muito, muito especial.

Minha Maria, no Castelo S. Jorge, vendo Lisboa do alto
Em Cascais
Dispensa legenda :)

Amor infinito

19 março, 2011

Love is all we need

Vídeo megafofo para inspirar o fim de semana.



Muito amor, pessoas. É o que a gente precisa :-)

13 março, 2011

Geração à rasca

No dia 12 de março mais de 200 mil jovens da chamada “geração à rasca” ocuparam a principal avenida de Lisboa para protestar contra a atual situação do mercado de trabalho. Eles são aqueles que continuam vivendo na casa dos pais e, quando encontram um trabalho, o salário é de 500 euros por mês, sem registro em carteira (que eles chamam de contrato) ou qualquer benefício.

Por mais que o custo de vida na Europa seja menor que no Brasil porque muitos serviços públicos realmente funcionam, ainda que com ressalvas – educação, saúde e transporte são alguns deles – não deixa de ser triste pensar que depois de quase 20 anos estudando, você trabalhará por um salário mínimo.

Eu convivo com portugueses da minha idade que nunca estagiaram! Vocês tem noção? Ao passo que eu já carregava oito anos de experiência em Comunicação antes de me mudar para cá. É surreal. Não é por acaso que uma das músicas mais tocada no último mês é uma que diz:

“que mundo tão parvo que para ser escravo é preciso estudar”. 


Todo esse movimento me lembrou a experiência de vida que tive no Canadá, onde todas as profissões são respeitadas e bem remuneradas. Mesmo em Portugal vendedoras, balconistas, cozinheiros, jardineiros, carpinteiros e telefonistas não ficam sem emprego.

No fim, essa história de ter que crescer, estudar, fazer faculdade, pós-graduação e o c#r@lh% a quatro pode ser muito frustrante. Educação para todos não é distribuir diplomas em série, nem despejar a cada ano centenas de novos profissionais num mercado de trabalho que não tem capacidade de absorvê-los. Pelo menos não no meu modo de ver o mundo.

11 março, 2011

Um desejo para hoje

"to be the change that I want to see in the world"
("ser a mudança que eu quero ver no mundo")

18 fevereiro, 2011

Enquanto isso na natação...


Eu já contei que o meu atual professor de natação é o melhor que eu já tive. Ele nos trata como se fóssemos todos atletas e que o nosso maior objetivo na vida é vencer uma Olimpíada. Isso é bacana porque, querendo ou não, o nosso desempenho fica melhor e melhor.

Estou para ver pessoa mais simpática, sorridente e bem-disposta que ele, principalmente às 8h da manhã. Ele leva tão a sério o lance do treino que anota os nossos tempos e pediu que comprássemos acessórios para as aulas: umas palas, que se põe nas mãos, e barbatanas. Imediatamente eu imaginei uma aula com todo mundo fantasiado de tubarão e pensei “não pode ser, ouvi mal”.

Ele repetiu: “bar-ba-ta-nas”, com todas as letras, complementando “aquelas coisas que se coloca nos pés”.

Ahhhhh! Pé de pato!

17 fevereiro, 2011

Ecologia o quê?

Sempre que digo que o meu mestrado é em Ecologia Humana e Problemas Sociais Contemporâneos, vejo surgir um grande ponto de interrogação no rosto da pessoa que me ouve. Vamos lá tentar explicar: é um curso que os acadêmicos chamam de interdisciplinar porque reúne várias áreas diferentes entre si, colocando-as para trabalhar em conjunto.

Um exemplo: eu sou jornalista e na minha turma há pessoas formadas em Direto, Engenharia, Enfermagem, Administração, Antropologia, Sociologia, Ciências Políticas, Biologia, Serviços Sociais, Geografia, Marketing e Letras. Uma mistura que interage e se complementa.

Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, espero que um vídeo comigo e os meus colegas tentando explicar o que é Ecologia Humana valha por duas mil :-)


PS 1: Espero que os amigos brasileiros consigam entender tudo o que é dito.
PS 2: Ignorem o caráter totalmente comercial do vídeo e, principalmente, o gato doidão do final.

16 fevereiro, 2011

Passou

Eu bem disse que o post anterior era bipolar... hoje eu já não quero mais desistir do mestrado e voltei ao meu normal, que é olhar para o copo metade cheio.

A Aline disse tudo: eu me cobro muito. Tento me policiar para ser mais flexível, mantenho amigos bem próximos como modelos de descontração, mas ainda falho.

Como diz a música: "tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo".