28 outubro, 2010

Quando a internet não ajuda

Eu estou fazendo um mestrado em Lisboa, comecei o segundo ano agora em setembro. E tirando as vezes que surge algum trabalho free lancer para fazer, alguma visita para eu ciceronear ou a casa para arrumar, eu estudo, mas ainda assim ando disléxica de um jeito que chego a me sentir mal.

É que na época da faculdade, nos idos entre 1998 e 2002, eu estudava, fazia estágio, fazia inglês duas vezes por semana, pegava pelo menos três horas de trânsito em transportes públicos todos os dias e ainda ia para balada com os amigos, ajudava nas tarefas de casa no fim de semana, lia muito mais e fazia um monte de outras coisas.

Comecei a por a culpa na idade, que realmente faz a gente diminuir um pouco o ritmo, mas depois, pensando melhor, me dei conta de que naquela época ainda não havia a avalanche de redes sociais que existe hoje em dia e que, definitivamente, eu gastava muito menos tempo na frente de um computador do que hoje em dia.

08 outubro, 2010

Voltei a nadar

Eu nunca cheguei a contar aqui a experiência que é fazer natação em Portugal. Aliás, acabei de fazer uma busca no blog e me dei conta de que estou sempre “voltando a nadar”, mas o primeiro relato MESMO das minhas trapalhadas na água está no meu antigo blog, que escrevia com o Marido, na época que ele ainda era Namorado :)

Antes de continuar só quero esclarecer que eu não sou nenhuma super nadadora não. Pelo contrário. Já me afoguei numa praia quando tinha 15 anos, com direito a salva-vidas e tudo. Desde então morro de medo de água.

Mas então, a experiência lusitana!

Quando nos mudamos para Lisboa, em 2008, Marido e eu ficamos sócios de um clube que tem perto da nossa casa com a intenção de conhecer pessoas e fazer exercícios. Eu já tinha nadado uns dois anos em Bernô City, já tinha até trocado a cor na minha touca (método utilizado pela academia para indicar o nível dos alunos). Lá a experiência era assim: uma piscina mediana, acho que de 30 metros, e um aluno por raia. Quando tínhamos que dividir a raia com alguém, era motivo de reclamação.

Em Portugal foi assim: eu disse que sabia nadar crawl, costas e estava aprendendo o peito quando deixei o Brasil, então o professor me indicou para a AMA (de amador mesmo) 3. Na primeira aula, passei por uma piscinona (50 metros) e fui encaminhada para uma piscininha de 25 metros que os professores carinhosamente chamam de “tanque”. Dei de cara com apenas três raias e um mooooooonte de gente dentro. Era assim: cada raia uma classe: AMA 1, 2 e 3. Na minha turma tinha nada menos que dez pessoas. D-E-Z! O professor dava as instruções e nós seguíamos, em fila indiana. Piada pronta, ne?

Conversei com todo mundo que eu conhecia aqui na época – que não era muita gente, diga-se... – e todos me disseram que em Portugal é assim que se faz natação. Aceitei e fiz o ano praticamente inteiro, de outubro/2008 a junho/2009, com algumas faltas no meio do caminho, mas firme e forte.

Julho, agosto e metade de setembro, como eu já contei aqui, o clube “encerra” para férias de verão.

Em 2009/2010 comecei a estudar e passei longe do clube. Daí quando as aulas do mestrado acabaram em junho, comecei a esperar pelo dia de hoje: a minha primeira aula de natação na piscinona, na turma APZ (de aprendizagem).

Minhas primeiras impressões: acho que perdi um pulmão no meio do caminho, não consegui ir e voltar a piscina inteira sem parar no meio nenhuma vez, eu me agarro ridiculamente na borda da piscina com medo de afundar, era oito horas da manhã e estava chovendo, mas sabe aquela sensação boa quando a gente termina algo que realmente gosta? Simplesmente não tem preço!

25 setembro, 2010

Olha eu no jornal

Essa semana foi publicada uma matéria minha sobre gastronomia portuguesa no portal DestaqueSP. Minha primeira contribuição para eles como correspondente. O plano é publicar um texto por mês.

Quer ler? Clica aqui :)

24 setembro, 2010

O golpe do anúncio de emprego

Dias atrás eu mandei meu currículo para uma vaga de Relações Públicas. Não dizia muita coisa: empresa pequena, em expansão procura jovens dinâmicos. Basicão.

Na entrevista o cara - um americano - disse que era uma empresa de promoção de marketing e que, caso contratada, antes de integrar a equipe de planejamento e estratégia teria que passar pela equipe de B2B e B2C. Até aí tudo bem. Pelos clientes que ele citou, pareceu interessante.

No mesmo dia recebi uma ligação informando que tinha sido selecionada para a fase seguinte, a de conhecer a forma de trabalho da empresa. Me aconselharam a ir casual, "com tênis mesmo", porque iria passar o dia a andar.

Bem... comecei a pensar que o tal do business to business e business to consumer que ele tinha dito estava mais para quiosques de demonstração de produtos em supermercados. Mas como é tão difícil ser chamada para uma entrevista de emprego aqui em Lisboa, deixei o meu lado Pollyanna falar mais alto e pensei que não custava nada conferir. Afinal, eu poderia estar errada.

E estava!

Depois de uma hora de espera, fui apresentada ao Bruno, um rapaz português com quem eu iria passar o dia e só voltaria para o escritório ao fim da tarde. A função dele: chefe de equipa de vendedores porta-a-porta de pacotes de internet por fibra óptica.

:/

31 agosto, 2010

Encerrado para férias


Essa foto é daquelas coisas que contando ninguém acredita: aqui em Portugal é supernormal os estalecimentos comerciais fecharem para férias em agosto, no auge do verão. No bolo entra restaurantes, cafés, lojas de roupas, produtos de beleza, coisas para o lar, bancas de jornal, tabacarias enfim... só não vi ainda agências de viagens fechadas nessa altura, porque o resto...!

Já contei que onde Marido e eu fazemos natação eles encerram entre julho e agosto e só retomam as atividades em setembro? Então, fecham.

No começo eu achava esquisito, chegava a ficar indignada. Afinal de contas, para quem vem de São Paulo, a cidade que praticamente não dorme, se mudar para um bairro cuja metade do comércio fecha no mês de férias é um tanto radical.

Mas agora, já com dois anos e meio de adaptação – e no terceiro verão europeu –, chego à conclusão de que o verão é para todos e que bom que nos dias de hoje – em tempos de crises e desempregos – ainda é possível parar um estabelecimento inteiro para que todos os funcionários desfrutem da estação e não apenas os patrões.

Mea culpa: Eu sei que ando muito ausente no blog, mas entendam: o verão aqui tem data para terminar e merece ser muito bem aproveitado :-)

Escrito a mão é clássico!

05 agosto, 2010

Expressões bem distintas

Uma coisa que eu adoro aqui é: mesmo nos canais de televisão abertos nada é dublado, tudo vai ao ar na língua original, com legendas. E eu adoro ler as legendas de filmes e seriados, são com elas que eu aprendo que:

Cool é fixe

Lots é bué

Então, se algo é “muito legal” ou “sinistro”, como dizem os cariocas, ele é “bué de fixe”.

Nice ou cute é giro ou gira

Colocando num contexto: se eu quero dizer que um rapaz/ garota é gatinho/a, devo falar que o “gajo é giro” ou a “rapariga é gira”. Gaja existe, mas é bem pejorativo, quase não se usa. Aliás! Outra: bitch é cabra. Vaca aqui é aquela que dá leite, só.

Oh man – o nosso “caramba” – é “ena pá”.

Have sex no sentido de “dar uma rapidinha” aqui é “dar uma queca”. Não perguntem... não faço ideia do porque. A questão é que aqui entramos num terreno perigoso. Explico: brasileiros comem moQUECA. Isso faz os portugueses rirem do mesmo jeito que brazucas, quando ensinam palavrão a algum gringo. Outro prato com conotação sexual é o nosso bobó. Sério. Não é legal.

Outra pegadinha é: quando alguém faz trabalhos informais, em Portugal, ela faz biscates. Falar que se “vive de bico” é quase a mesma coisa que dizer que se faz bobó para fora, todos os dias. De novo, não é legal.

Portanto, quando visitar Portugal, antes de ficar pensando nas piadinhas que fará com a bicha (fila) e os cacetinhos (pão), preste atenção para não se transformar NA piada.

28 julho, 2010

Festa do Cinema 2010

Lembram que no ano passado eu contei sobre um festival de cinema ao livre? Não? Contei aqui ó. Mas se você é novo por aqui, então eu explico. É assim: chegou à 10ª edição a Festa do Cinema promovida pela Fundação Inatel, em Lisboa, com filmes lançados no último ano: Sex and the City 2, Alice no País das Maravilhas, Kick Ass, A princesa e o sapo, Robin Hood, entre outros.

Ao contrário dos anos anteriores, dessa vez, há DJs, VJs e um circuito de filmes alternativos em paralelo com os blockbusters que passam no telão principal. Aliás, o telão é a grande sensação. Ele é beeeem grande e é montado no meio de um estádio de futebol e a arquibancada é transformada em plateia. (Para quem é de São Paulo: uma versão mini do Vivo Open Air).

Tudo bem que estamos em pleno verão - que dizem ser o mais quente dos últimos 130 anos -, mas mesmo assim convém levar um casaquinho para se proteger do vento que costuma nos brindar com a sua presença durante as noites lisboetas. Sério! No ano passado faltou pouco para eu ir embora no meio do filme O curioso caso de Benjamim Button.

A programação completa está aqui.

17 julho, 2010

Ah, o verão!

Entra ano, sai ano e eu não me canso de dizer o quanto adoooooro o verão.

E a experiência de viver no hemisfério norte dá um significado a mais: aqui a estação só dura três meses MESMO, no máximo quatro. Então o verão é ainda mais desejado e esperado por todo mundo. Ok, ok. Tem maluco para tudo nessa vida, inclusive para não gostar de calor. Enfim...

O que eu sei é que a cidade se transforma: pessoas andam de saída de praia pelas ruas, mesmo quando a praia mais perto está a 18 quilômetros, há ainda mais turistas pelas ruas, os restaurantes colocam mesas nas calçadas, as lojas anunciam seus saldos e o melhor de tudo: não faltam atividades – pagas e gratuitas – em todos os lados, durante todos os dias, para todos os gostos.

A *minha* descoberta deste verão foi a iniciativa da Câmara Municipal e da Confederação Portuguesa de Yoga, que até setembro vai promover aulas de yoga todos os fins de semana em diferentes parques de Lisboa gratuitamente.

O principal objetivo é difundir os benefícios que a prática proporciona, dar uma chance a pessoas que nunca fizeram uma aula experimentarem e verem que não tem mistério, mas também serve como uma luva para aqueles que, como eu, frequentam uma escola que encerra para férias em pleno verão (!!!!) continuarem praticando.

Para quem se interessar, o roteiro das aulas está disponível aqui.

10 julho, 2010

Antes que a Copa acabe...

Uma seção de palavras do dia especial futebol.

Brasileiro
- Português

Copa do Mundo – Mundial
Técnico - Selecionador (quando é da seleção. Dos times "normais" é técnico mesmo)
Time - Equipa
Escanteio – Canto
Impedimento - Fora de jogo
Tiro de meta - Pontapé de baliza
Linha de fundo - Flanco
Meio campo – Médio
Atacante – Avançado
Goleiro – Guarda-redes
Gol – Golo
Trave - baliza

E, o mais legal de todos:

Gol contra – Auto-golo