17 abril, 2009

Brasil, aí vamos nós!

Sim, a viagem para Budapeste foi perfeita e merece um post só para ela.

A semana passou voando e eu perdida entre malas, roupas, preparativos, arrumações e tudo o que antecede uma grande viagem.

De quarta para cá eu já tive dor de barriga, dor de estômago, insônia e surtos de ansiedade. Agora já está tudo pronto. As malas estão no carro e nós a caminho do aeroporto.

Daqui duas semanas eu volto.

09 abril, 2009

Páscoa feliz

Dia desses eu li num blog que a pessoa em questão prefere a Páscoa ao Natal, ultimamente. Isso porque o capitalismo que impera no Natal – e às vezes ofusca o real sentido da festa – ainda não tomou conta dessa data. Claro que isso não se aplica aos fabricantes de ovos de chocolate, mas enfim... esse pensamento me fez bastante sentido.

Vejam vocês, lá na casa de Donana nunca fomos muito católicos, então, para mim, a Páscoa representava: (1) um feriado prolongado, (2) dia de dar e ganhar chocolates e (3) o fim de semana em que nos reuníamos para o almoço baiano. Esse último é baiano mesmo, com caruru, vatapá, acarajé, moqueca de peixe, entre outras especialidades. E é sagrado, assim como a sexta-feira santa, acontece todos os anos desde que me entendo por gente.

Agora que estou pensando sobre o assunto, começo a dar ao almoço a mesma importância que tem a ceia do dia 24 de dezembro. Tem o feriado sim, a comida – muita! – e os presentes, mas o mais importante mesmo é o estarmos juntos.

Este ano, Marido e eu chegaremos com uma semana de atraso para a comilança. Enquanto o dia de ir para o Brasil não chega, nós vamos ali para Budapeste.

Por hora, fico por aqui. Desejo uma Páscoa feliz para cada um que passar por aqui e para aqueles que não passarem também. Que o sentido de recomeço e de renascimento fique tão claro para vocês, como está para mim mais do que nunca nesta Páscoa.

Beijos,
Kelli

06 abril, 2009

Pérolas

No centro da cidade, depois das 23h

- Por favor, ali é a praça Martim Moniz?
- É sim, senhora.

Agradeço e sigo na direção contrária.

***

Na volta para casa de ônibus, às 3h da manhã

- Eu quero ir para a praça Alvalade, em qual paragem desço?
- Assim que passar a rotunda há uma paragem - PAUSA - Então você desce na próxima.

28 março, 2009

Comercial

Logo que cheguei em Lisboa, uma das primeiras coisas que notei foi a febre do Smart, aquele carro pequenininho de dois lugares que vai ser lançado agora no Brasil por uma pequena fortuna.


Ele é muito fofo, geralmente tem duas cores - sim, eu adoro carros de duas cores - e cabe em qualquer lugar. Qualquer mesmo. Já vi estacionado embaixo de árvores, espaços para cesto de lixo, vão entre dois carros "normais" e naquelas vagas minúsculas.

Era o meu sonho de consumo automobilístico até eu conhecer o Mini Cooper. Ah, o vermelho e branco... *suspiros*. Daí eu tive que atualizar o meu objeto de desejo, ne?


Enfim... o Smart ainda não está fora de cogitação. Primeiro porque o Mini custa três vezes mais e segundo porque o seu comercial é sensacional. A-do-ro!

Vejam e me digam se não é mesmo :)

23 março, 2009

Filminhos

Nos últimos dias tenho assistido a mais filmes do que de costume. A maior parte pela primeira vez. Alguns, inclusive, estavam na lista para serem visto há tempos, mas sempre tem um ou outro que toda vez que a gente pega começando não consegue sair do sofá, não é?

É o caso do Diário de Bridget Jones. Adoooro. E dessa vez foi especialmente gostoso assistí-lo e rever os lugares pelos quais passei quando fui a Londres, incluindo a casa dela.

Falando na sensação de relembrar viagens, aconteceu o mesmo com Vick Cristina Barcelona, com a diferença de que agora eu TENHO que ir para lá no verão =)

Para a série “como demorei tanto?” está Juno, que simplesmente AMEI. Entrou para a lista de favoritos nos primeiros cinco minutos. Eu queria ser a Juno, apesar de me ver muito mais na pele da Vanessa. A trilha musical é incrível. Ouço repetidas vezes sem me cansar. Porque eu fiz o download no dia seguinte, ne?

Nessa categoria também entra Bonequinha de Luxo. Agora entendo perfeitamente porque duas amigas queridas incomporaram a Awdrey Hepburn como alterego.

P.S. – I love you é tão fofo. Me fez pensar tanto. É daqueles filmes que nos lembra que temos sempre que demonstrar os nossos sentimentos, principalmente pelas pessoas que mais gostamos. Sempre. Às vezes isso é tão difícil...

O Marido disse que Snatch – Porcos e Diamantes era super legal. Assisti, dei algumas risadas com o sotaque engraçado do Bratt Bitt, mas no fim classifiquei como “filme de homem”. Blindness eu achei tão, tão tenso que até sufoca. É pesado. Muito.

Gostei bastante de Quem quer ser milionário. Não vi os demais concorrentes ao Oscar, por isso não sei dizer se mereceu mesmo todas as estatuetas que levou. Me lembrou, de certa forma, Cidade de Deus e só por isso, para mim, ele já merece todos os prêmios.

Para terminar, se você vive em outro planeta e ainda não assistiu a Ocean's 11 nem e a Ocean's 12 – como eu! –, mas der de cara com o Ocean's 13 na sua tv, assista sem medo de feliz. É daqueles que não precisa pensar muito então pode se concentrar na beleza do elenco.

19 março, 2009

Não vivo sem!

Até conhecer o Marido, eu ignorava o que a tv a cabo pode representar na vida de uma pessoa. Totalmente.

Durante o namoro, quando assistíamos à tv, a programação era assim: na casa dele HBO, TNT e Sony; na minha Globo, Record ou Bandeirantes, porque, para ajudar, os outros canais abertos não funcionavam muito bem. Ainda assim, eu achava tv a cabo legal, mas nada imprescindível.

Quando chegamos a Portugal, nos deparamos com quatro canais abertos apenas, sendo que dois pertencem à mesma emissora. No primeiro mês eu assisti bastante, principalmente para acostumar o ouvido com o novo sotaque (para não dizer idioma...), depois não dava. Imaginem a programação aberta dos fins de semana aí no Brasil. Agora, imaginem isso to-dos os di-as.

Adquirir um pacote com internet, tv a cabo e telefone foi uma das primeiras providências, assim que nos mudamos e agora eu não vivo mais sem. Juro! Seriados são muito mais legais que novela. Ai, Kelli, que *descoberta*, ne?

Gente, vou confessar uma coisa: tirando aquelas séries que passavam na Sessão Aventura lá nos idos dos anos 90, os seriados que eu assistia de vez em quando são Friends, Smallville, Lost e mais algum outro que não me lembro agora. Sobre todos os outros que existem no mundo, os amigos sempre comentavam, mas ver a cara mesmo, conhecer os atores e as trilhas sonoras, só agora.

Chega a ser engraçado. Às vezes eu assisto um capítulo qualquer de uma série não tão falada – pelo menos para mim – e a dou como nova. Daí passa um tempo e encontro o ator principal em outra, completamente diferente, às vezes, em outro canal até. Tenho me divertido horrores nesses últimos meses com todas essas descobertas.

18 março, 2009

Das coisas que não sinto falta

Escolher morar num outro país é uma decisão e tanto. Como tudo, tem as vantagens e desvantagens. As coisas boas eu canso de falar: a gente viaja, conhece culturas novas, pessoas fantásticas, vive uma experiência diferente todos os dias e por aí vai.

Já os pontos negativos eu não sou de falar muito. Deve ser o "mode Pollyanna on"... enfim... a lista também é grande... os principais itens, para mim, são ficar longe da família e dos amigos, não acompanhar o crescimento do meu afilhado, não comer um monte de coisas gostosas "made in Brasil" e não ir aos meus lugares preferidos, entre outros.

Em contrapartida, existe uma terceira relação de coisas que eu não sinto a menor falta, nunca. O caos de São Paulo é a principal. Eu adoro aquela cidade e tudo o que ela oferece de bom, mas o seu descontrole insano, não, obrigada.

Ao ver as notícias sobre a chuva que parou tudo ontem, seria o caso de respirar aliviada e agradecer por estar tão longe. Seria. Não é por um simples motivo: uma das pessoas que mais amo nessa vida quase não chegou em casa, presa no trânsito, e outra teve que deixar tudo para trás, antes que a enchente tomasse conta dela também, assim como já tinha feito com toda a casa.

E eu aqui tão longe...

17 março, 2009

O pintor

Durante o inverno, uma colmeia de fungos tomou conta do nosso apartamento. Começou pelo nosso quarto com um pontinho preto de nada no canto do teto. Quando nos demos conta, a mancha tinha se alastrato por todo o teto e em três das quatro paredes. E andou para o banheiro e para a uma parte da sala também.

Num belo domingo acordei sem paciência de esperar até o verão, para a umidade não voltar a agir. Enchi um balde com água e cândida e mãos à obra. Marido e eu limpamos o quarto inteiro. Não sobrou um mofo sequer para contar história, parecia até que tínhamos pintado, de tão branquinho que ficou.

Claro que tivemos que dormir na sala naquele dia, pois o cheiro de cloro estava fortíssimo e, para que dissipasse mais rápido, deixamos as janelas abertas. Pronto. O prédio inteiro, incluindo o nosso senhorio (é como são chamados os proprietários aqui), ficou sabendo que o apartamento estava com umidade. Foi assunto da reunião de condomínio e tudo.

Não passou uma semana e o senhorio apareceu aqui com um pintor, para ver a sala e o banheiro (que deixamos para limpar outro dia). Ele deu o orçamento, mas avisou que para resolver mesmo o problema, só consertando o telhado. Daí o senhorio respondeu que isso os proprietários dos demais apartamentos não querem, já que só o dele está com esse problema.

Então o pintor dispara: “Quem quer morar no último andar? Ninguém! É o que fica mais quente no verão e mais frio no inverno e é o único que fica com umidade, porque até esse problema incomodar quem está lá embaixo, esse teto aqui já caiu”.

O senhorio ficou sem palavras e eu me segurei para não rir.

16 março, 2009

A máquina, de novo

Não é de hoje que a minha relação com máquina de lavar roupas é complicada. Mesmo assim, eu me esforço. Compro sabões específicos para roupas pretas, brancas e coloridas, uso o tal do anticalcário para proteger a máquina da tal da água dura, separo as roupas pelas cores – salvo algumas exceções – e pelo tipo de tecido, para usar o ciclo adequado da máquina.

Eu até leio as etiquetas das roupas, vejam vocês.

Mas aí quando me deparo com uma etiqueta que diz DO NOT WASH, assim mesmo, em letras maísculas, o eu que faço? Uso até apodrecer?

13 março, 2009

Check list

Depilação (completa) – ok
Sobrancelhas – ok
Esfoliação do corpo – ok
Máscara facial – ok
Hidratação dos cabelos – ok
Exercícios quatro vezes por semana – ok

Ai, meu santo, ainda faltam as unhas. E depois ainda tenho que ouvir “ah mas então você não fez nada hoje?” ¬¬