29 setembro, 2008

Ah, a tecnologia!

Graças a ela acabei de assistir ao DVD do casório inteirinho, mesmo ele estando lá no Brasil ainda.

Como? Skype, meu bem!

Ah, eu amo muito tudo isso. Ganhei o dia. Ou melhor, a SEMANA! E ela está só começando... Que maravilha!

27 setembro, 2008

Ai, ai, ai

A quinta temporada de Desperate Housewives começará amanhã nos Estados Unidos, enquanto aqui vai começar, pela terceira vez, a reprisarem a quarta.

Alguém me dá uma passagem pros Estados Unidos, por favor?

O jornalista

Achei esse texto no perfil do orkut de uma estudante de jornalismo e não resisti :)

Eu penso que quando estamos na faculdade, temos uma visão mais romântica de como é/ será a profissão e a nossa [futura] rotina. Com o tempo - e às vezes nem precisa tanto tempo assim - a gente se dá conta que não é nada daquilo ou, pelo menos, não é tudo aquilo.

Agora, voltando ao texto, ele é sensacional. Um tanto exagerado, é verdade, mas qual jornalista não é o exagero em pessoa? Quem não é da área talvez fique com a impressão de que nos achamos muito, somos um bando de rabugentos e reclamões. Não é bem assim. Er... quer dizer... é um pouquinho assim sim.

Mas sabem o quê? Eu ainda estou longe de me sentir realizada profissionalmente, mas se tivesse que voltar atrás escolheria o mesmo ofício.

Jornalista não fala - informa;
Jornalista não vai à festas - faz cobertura;
Jornalista não acha - tem opinião;
Jornalista não fofoca - transmite informações inúteis;
Jornalista não pára - pausa;
Jornalista não mente - equivoca-se;
Jornalista não chora - se emociona;
Jornalista não some - trabalha em off;
Jornalista não lê - busca informação;
Jornalista não traz novidade - dá furo de reportagem;
Jornalista não tem problema - tem situação;
Jornalista não tem muitos amigos - tem muitos contatos;
Jornalista não briga - debate;
Jornalista não usa carro - mas sim veículo;
Jornalista não passeia - viaja a trabalho;
Jornalista não conversa - entrevista;
Jornalista não faz lanche - almoça em horário incomum;
Jornalista não é chato - é crítico;
Jornalista não tem olheiras - tem marcas de guerra;
Jornalista não se confunde - perde a pauta;
Jornalista não esquece de assinar - é anônimo;
Jornalista não se acha - ele já é reconhecido;
Jornalista não influencia - forma opinião;
Jornalista não conta história - reconstrói;
Jornalista não omite fatos - edita-os;
Jornalista não pensa em trabalho - vive o trabalho;
Jornalista não é esquecido- é eternizado pela crítica;
Jornalista não morre - coloca um ponto final.

23 setembro, 2008

Pequenos prazeres

Acordar e descobrir que ainda é cedo, chocolate quente antes de dormir, andar de meias, calcinha de algodão, beijo roubado, abraço demorado, pôr-do-sol na praia, sorvete de morango em dia ensolarado, sorvete de chocolate a qualquer hora, fotos tiradas sem querer que ficam super legais, barulho de vidro quebrando ao ser colocado no ecoponto, brisa no rosto, não conseguir parar de rir, email/ ligação inesperada de uma pessoa querida, mudar de canal e pegar *aquele* filme que já foi visto uma centena de vezes começando, e assistir pela 101ª vez, conversar e não ver a hora passar, planejar a próxima viagem, fazer listas, eliminar os itens da lista, aprender coisas novas, terminar de ler um livro, cheiro de chuva, descobrir o próprio bairro, receber visitas, dar o presente certo, ouvir mil vezes a mesma música.

19 setembro, 2008

Diálogos

O álbum e o DVD do nosso casamento serão entregues amanhã. Lá no Brasil, vale dizer, mas isso é melhor nem comentar... porque a ansiedade de ver como ficou está gigante.

Enfim...

Ontem recebemos uma mensagem de um dos rapazes dizendo que precisava URGENTE falar conosco porque não encontrava em lugar algum a música que escolhemos para os momentos especiais do DVD.

Estranhamos. Afinal, o que não se encontra hoje em dia nessa internet, não é mesmo?

Ligamos lá hoje e o outro rapaz que atendeu leu o nome da música que tínhamos escrito, no que o Marido explica que era uma música dos Beatles - Love is all we need - e que mandaríamos por email na sequência.

Aí o moço, que é proativíssimo, responde:

- Então, eu não encontrei essa música, daí coloquei uma ao contrário.

[Modo PÂNICO on]: C-O-M-O A-S-S-I-M A-O C-O-N-T-R-Á-R-I-O?

- É, coloquei uma que fala assim "All we need is love".

Ufa :)

06 setembro, 2008

E o tempo virou...

Sei lá se é culpa mesmo do aquecimento global, mas os portugas dizem que as estações estão atípicas este ano. Desde que cheguei aqui já ouvi que nunca choveu em maio (e nós pegamos alguns pingos logo nos nossos primeiros dias) e que o verão costuma durar até meados de setembro (mas do meio de agosto pra cá as temperaturas já cairam dez graus...).

Enfim... o tempo mudou, principalmente esta semana. Hoje tivemos a segunda tarde com chuva. A esperança – dos portugas – é que, seguindo a regra do “atípico”, setembro seja mais quente que o costume, já que agosto – que era para ser o mês mais quente do ano – foi mais ou menos. Veremos.

Estava me lembrando... quando o verão começou a dar as caras, eu era uma das poucas que me atrevia a usar vestido. Eu e algumas turistas, talvez vindas da Finlândia... As portuguesas mesmo continuavam a usar botas, saias compridas e casacos mais leves, mas ainda assim casacos.

Agora com a chegada do outono eu já não saio sem uma jaqueta ou casaquinho para me proteger principalmente do vento. Já elas, as portugas, usam seus modelitos praianos as tantas da noite, sob chuva ou com vento, como se tivesse aquele bafo morno de um típico fim de tarde de verão brasileiro.

Bem... uma coisa é certa: elas sabem melhor do que eu o que vem pela frente, metereologicamente falando. Talvez por isso ajam assim, como se o verão, na prática, ainda não tivesse acabado.

31 agosto, 2008

Tchauzinho

E a Paula voltou para a sua casa no campo, para a sua família e amigos. Foi com mala, cuia, marido, filhos e um tanto de bagagem extra também. Coisa de doido.

Eu estava aqui, um bocadinho triste. Até que começou a tocar Amy Winehouse. E assim, não tem como eu me lembrar mais e melhor da Paula do que ouvindo Amy Winehouse.

Vamos combinar: não tem como ficar triste ao som dessa música, ne? O que são algumas horinhas de vôo ou um oceano entre as pessoas quando a amizade é verdadeira? Meros detalhes.

08 agosto, 2008

Há quase um mês

Mudança para apartamento definitivo
Dez dias no Brasil
Encontro com famílias e amigos
Novo visual
O mundo cada vez menor
Volta para nossa casa
Faxinas
Casa com a nossa cara
Visto de residência aprovado
Visitas
Passeios
Mínimas de 29 graus na sombra
Internet, telefone e tv a cabo
Sangrias, Moscatel e Vinhos do Porto
Risadas sem fim
Mais viagens
E mais visitas

Resumindo: tem um verão lá fora pedindo para ser aproveitado até o último minuto.

Ou: um dia eu volto a manter o blog atualizado com mais frequência. Prometo!

10 julho, 2008

Feliz! Feliz! Feliz!

Enfim, nossa casa. Vamos poder pintar, bordar, receber visitas, dormir até tarde, sair quando der vontade, colocar cortinas coloridas, mudar os móveis de lugar, deitar fora tudo o que a gente não quiser, gostar ou precisar. Ainda estou meio que em estado de graça. Depois de tanto tempo, de tanta coisa às avessas, enfim, uma casa, a nossa casa.
N-O-S-S-A. C-A-S-A.

Até ontem eu pensava que as coisas conosco só aconteciam da forma mais complexa, do jeito mais contraditório... Porque, vejam lá:

Primeiro ficamos noivos, fizemos um jantar de noivado porque não teria festa de casamneto.
Daí tiramos férias maravilhosas e inesquecíveis que valeram por uma lua-de-mel antecipada, já que nos casamos no civil numa manhã de sábado e passamos o fim de semana na cidade mesmo.
Nos prepararam uma comemoração em família tão harmoniosa que fico emocionada só de lembrar.
Daí, na segunda seguinte... cada um para a sua casa, continuávamos nas casas dos nossos pais.
Pois é!
Dois meses e meio depois, uma senhora festa. De sonhos. Dos nossos sonhos. Sem uma porção de protocolos porque, afinal, se fosse toda dentro dos conformes, como mandam as convenções, bem... não seria nossa.
Pensem em tudo o que é tradicional num casamento? Pois... nós mudamos, inclusive a roupa dos noivos!
Daí... na segunda seguinte... cada um na casa dos seus respectivos pais, de novo.
Um mês depois viajamos para Portugal de mala e cuia.
Enfim, sós! Mas ainda faltava a casa. Afinal, diz o ditado: quem casa, quer casa.
Passamos dois meses no bem-bom, morando em hotel, dez dias numa casa empoeirada até que, hoje, dia 10 de julho de 2008, quinta-feira (tinha que ser!), prestes a completar seis meses de casados, nos mudamos para a nossa casa.

Tudo às avessas? Hoje não vejo mais assim... Tudo do jeito que tinha que ser! E o que importa - como bem disse uma amiga quando estava às vésperas do casamento - é curtir e agradecer pelas coisas da forma como aparecem, sem questionar ou julgar. Aquele negócio de viver o agora, afinal, não sabemos o que nos espera lá na frente. Um outro amigo, naquele mesmo dia, disse que teríamos tantas comemorações daquele dia em diante, que não aconteceriam, se nosso casamento fosse "todo nos conformes".

É ou não para estar feliz?

Eu estou transbordando :-)