14 janeiro, 2014

Retrospectiva 2013

Janeiro que se preze tem que ter retrospectiva entre os post do mês, certo? Eu adoro reviver de uma tacada só todos os momentos especiais do ano que passou. E 2013 teve muitos! Muito aprendizado, realização de sonhos, o nosso emagrecimento, reencontros, visitas, passeios e tanto mais. Dos perrengues a gente não tira foto, mas é justamente por causa deles que as boas lembranças fazem nos sentir ainda melhor. Para mostrar que sempre vale à pena e que a vida é uma fanfarrona linda :)

Ano passado eu já acabei – forçada pelo computador que não cooperou – com a “tradição” de videozinho by moviemaker. Este ano até fiz um pelo instagram, mas a resolução fica tão baixa para colocar no blog (dá para ver aqui)... Então resolvi adotar um modelo* novo: a retrospectiva fotográfica mês a mês. Vamos ver como fica :)

Em janeiro fomos comemorar as nossas Bodas de Madeira pelos cinco anos de casados em Bilbao, no norte da Espanha, no País Vasco. Passamos um fim de semana, de sexta a domingo. A cidade é incrível e vai muito além do Guggenheim. As pessoas são simpáticas nível: se quiser pedir informação a alguém tenha pelo menos 30 minutos livres para conversar. E a comida é um espetáculo à parte.




Fevereiro foi um mês tranquilo por um motivo: março nos reservava dois grandes eventos.

O evento número 1 de março foi passar o Saint Pratrick’s Day na Irlanda. Essa viagem ainda vai ganhar uma série de posts porque foi incrível. Amei a Irlanda. Saímos de Madri e lá encontramos os nossos amigos Fabi e Vésper, que estavam viajando pelo Reino Unido.

Tiramos um dia para fazer uma road trip até os Cliffs of Moher e Galway e os demais dias passamos em Dublin. No dia de Santo Patrício em si, participamos do People’s Parade, que é uma espécie de comissão de frente que abre o desfile oficial. Foi super divertido. Para quem pretende um dia passar o St. Patrick lá, super recomendo. É um um baita city tour sob outra perspectiva.


E o evento número 2 foi nossas Férias no Brasil. Teria que colocar mil fotos, com todos os amigos, mas vamos deixar a das famílias, que é a base de tudo. Aqui estão os Machado’s e os Tonon’s todos juntos, misturados e lindos. Sabe amor?



Abril também teve dois momentos muito especiais. O primeiro foi a realização de um grande sonho, tanto meu quanto do Marido. Conhecer Machu Picchu estava no topo da minha lista de desejos muito antes de imaginar que eu viveria na Europa. Foi uma viagem linda e muito especial. Tenho que – e irei em breve, prometo! – sentar e escrever sobre ela com a devida riqueza de detalhes.


O segundo ponto alto de abril foi encontrar os meus irmãos Beto e Vanessa no Porto, em Portugal. Eles iam fazer o Caminho de Santiago e Marido e eu fomos passar o fim de semana com eles, antes da peregrinação.



Maio é o mês do aniversário do Marido.



 Além disso, foi o mês das visitas. Primeiro recebemos o Jeferson, amigão para todas as horas.



Depois a Jana e o Dirceu, dois queridos que conheci durante o mestrado em Lisboa.


E por último a Talita e o Paulo, primos e amigos que são quase nossos gêmeos :)



Em junho aproveitamos o convite de casamento da Houda e o aniversário por comemorar do Marido e transformamos isso em uma grande desculpa para explorar o Marrocos. Como eu já contei, é um país que eu não sentia muita curiosidade em visitar. Foi uma feliz e sensacional descoberta.



Em julho se casou outro casal de amigos. A Nat e o Vasco, dessa vez em Lisboa. Aproveitamos para visitar os nossos cantinhos preferidos e rever os amigos. No nosso último dia por lá, a Leda e o Bruno dirigiram mais de 100 km só para nos encontrar. Fomos com eles a Tróia (uma praia a uns 40 km de Lisboa) e passamos um dia super agradável. 



No auge do verão em agosto fomos renovar as energias em Arcos de la Frontera, em Andaluzia, no sul da Espanha. 


Setembro foi marcado por aquela constante na vida de um expatriado: dar tchau pros amigos que vão desbravar novas terras.


E, na mesma proporção e intensidade, fazer novos velhos amigos :)


Outubro é o mês mais legal do ano :) e teve o melhor presente de aniversário que eu poderia receber: a visita da minha Maria.



Aproveitamos o feriado prolongado de Dia de todos os santos, em novembro, e fomos em uma excursão conhecer as Astúrias, no norte da Espanha. Fiquei encantada com a beleza de lá e com todas as opções de esportes que dá para fazer em contato com a natureza. Um dos passeios que mais gostei foi uma trilha de bicicleta em um parque natural perto de um povoadinho super fofo.  Um aviso: vá para lá com disposição para comer muito!




Em dezembro o Papai Noel trouxe de presente a visita do Marcelo, meu amigo mais viajado e que me inspira desde 1995 e contando :)


Pra terminar essa retrospectiva, a maior conquista de 2013: o nosso emagrecimento. Foi trabalho de formiguinha e de muita paciência. Não teve cirurgias, remédios, nem dietas restritivas e milagrosas. 

O que, sim, teve foi mudança de hábitos alimentares – mantivemos tudo, inclusive doces e álcool, só que em menor quantidade, substituindo tranqueiras por alimentos mais saudáveis. E exercício físico constante. No meu caso, natação três vezes por semana e, no do Marido, natação e corrida. Ao longo do ano emagrecemos praticamente 40 quilos, 11 meus e 27 dele.

Reveillon de 2012 e de 2013: um ano de diferença e quase 40 Kg mais leves

Desejos para 2014? Que a gente continue saudável, que saiba aproveitar cada instante e que, em janeiro do ano que vem, a gente constate que viveu pelo menos um momento especial por mês, como aconteceu em 2013 =)



* Minha inspiração veio lá do 13 anos depois..., da Mirelle Siqueira, que escreve de um jeito envolvente sobre suas viagens e a vida em Lyon, na França.

09 janeiro, 2014

Vai uma Dica Ecológica aí?

Quinta-feira é o dia que recebo em casa a cesta de produtos orgânicos que compro direto de um produtor aqui em Madri, com legumes, verduras e frutas da época super fresquinhos. Que ótima oportunidade para aproveitar a vibe de ano novo, posts novos e retomar a seção semanal de Dicas Ecológicas aqui no blog, não é? :)


E justo hoje uma amiga compartilhou uma reportagem do Globo Repórter sobre a quantidade de agrotóxicos que os produtores usam nas plantações. Segundo um professor entrevistado, além de lavar as folhas de saladas muito bem lavadas, é preciso deixá-las de molho por 40 minutos em bicarbonato de sódio, voltar a lavar com água, e depois deixar outros 40 minutos de molho no vinagre.

A dica está meio óbvia, ne? Compre, sempre que seja possível, produtos orgânicos. Eles são mais saudáveis, não contaminam os solos nem a água.

Eu sei que tem a questão do preço, mas nem sempre ele é muito mais alto. Ou, pelo menos, impeditivamente mais alto. Você pode começar com um produto por vez – aquele que estiver mais barato naquela semana – e ir aumentando aos poucos.

Ou pode buscar outras alternativas. Aqui em Madri, eu compro do Tu Huerto Ecológico, que é uma chácara que está nos arredores da cidade. Semanalmente uma pessoa de lá envia por email uma lista dos produtos que estão maduros. Às quartas eles fazem a colheita e às quintas entregam.

Aqui em casa, ao invés de escolher toda semana o que comprar, optamos pelo serviço de cesta mista. Dá para conferir o que virá na cesta na internet, mas Marido e eu preferimos a surpresa. Quando chega a cesta, descobrimos quais serão as nossas refeições da próxima semana. Está sendo divertido, sobretudo porque estamos provando coisas que por vontade própria não compraríamos, como acelga, repolho ou abóbora.
  
No nosso caso, o preço que pagamos na cesta é praticamente igual ao que pagaríamos se fizéssemos a mesma compra na quitanda que tem mais perto de casa.

Em Lisboa, eu testei um serviço parecido, mas como vivia ao lado de um mercado municipal, o preço não valia à pena. O que fazia naquele caso era comprar da barraquinha que oferecia produtos locais.

Porque também precisamos levar em conta que custa caro ter o “certificado” de produtor orgânico, e que nem todos que tem uma hortinha no quintal podem pagar por ele, ainda que não utilize agrotóxicos em seus produtos.

O ponto é: só descobrimos isso comprando do próprio produtor. E por mais que isso soe como algo do século passado, é um hábito que pouco a pouco está retomando a sua força.

Resumindo: sempre há opções. Só precisamos encontrar a que melhor se encaixa ao nosso perfil. Quanto mais procura existir por produtos orgânicos, mais os produtores terão que se mexer para deixar de usar tantos tóxicos. Assim espero :)

08 janeiro, 2014

Iniciativa bacana


O post de ontem sobre como os espanhóis celebram as festas de fim de ano ficou tããããão grande que acabei não comentando uma iniciativa em Madri que eu acho super-ultra-master-mega-legal: o Navibus, que é um ônibus que circula pelas principais ruas da cidade, para mostrar a decoração natalina, durante todo o mês de dezembro até o Dia de Reis.

Longe de ser algo estilo “pega-turista”, é um passeio bem bacana, a um preço justo: € 2. Lembrando que a passagem regular de ônibus custa € 1,50.


O trajeto do Navibus começa na praça Colón (na altura da calle Serrano, 30) e dá uma volta pela região da Gran Vía, bairro Salamanca e arredores. O passeio dura cerca de uma hora e ao mesmo tempo que você vai vendo a cidade toda enfeitada, aproveita para admirar a arquitetura de Madri, que é de cair o queixo ;)

Fico imaginando algo assim em São Paulo. Sei que já existem iniciativas parecidas, mas com preços ainda inflacionados e pouco divulgadas. Não vai resolver o caos no trânsito, mas ajudaria a melhorar, pelo menos um pouquinho, não acham?



Fica a dica para a SPTrans colocar em prática no Natal de 2014 :D




07 janeiro, 2014

Feliz Ano Novo!

Dia desses eu descobri o blog* de uma brasileira que vive em Londres e passei um tempão lendo seus relatos na terra da Rainha. Durante a leitura, me dei conta que com a mudança de Portugal para Espanha, o ritmo de vida mudou, as minhas ocupações também e eu parei de escrever justamente sobre o que mais gosto: cenas do cotidiano.

Usando isso como inspiração, uma das minhas resoluções para 2014 é voltar a escrever com mais frequência no blog e contar como é “vivir la vida loca” em Madri.


Mais textos e  muito brilho em 2014 :)


E nada mais propício do que colocar a resolução em prática no primeiro dia útil do ano, não é mesmo? :)

Kelli, segunda-feira foi ontem, como que o primeiro dia útil do ano é hoje?

Pois é. Aqui na Espanha, quem traz os presentes de Natal são os Reis Magos. E o Dia de Reis (6 de janeiro) não é só o dia de comer grãos de romã e de desmontar a árvore de Natal. É feriado nacional, é o dia de estar com a família, de abrir os presentes e de celebrar.

A Cabalgata de 2013, no centro de Madri

Na noite anterior, os pais costumam levar as crianças para ver a cabalgata, que é um desfile com muitos personagens infantis, encerrado pelos Reis Magos. Baltazar – o negro – é o preferido entre as crianças. Não me perguntem o porquê...

Nesse noite as crianças deixam os sapatos na janela, com água para os camelos e biscoitos para os Reis Magos e vão dormir cedo. Se tiverem se comportado bem durante o ano que passou, ganham presentes. Do contrário, os Reis deixam carvão.

Acreditam que nas lojas vendem doces em formato de carvão? Tenho a maior curiosidade de passar um Dia de Reis com uma família espanhola com crianças, só para ver a reação delas ao abrir um pacote de carvão. (porque com certeza deve ter aquele parente que coloca carvões só para brincar). 

Mas então não tem Natal? Tem sim :)

Na noite do dia 24 – que é batizada de nochebuena (noite boa) – eles costumam jantar em família e até já trocam presentes. Como temos amigos espanhóis de diferentes gerações chega a ser engraçado ouvir o discurso dos mais velhos dizendo “quando eu era pequeno, não existia Papai Noel”, enquanto os mais novos esperam por presentes nos dias 25 e 6.

Árvore de Natal, na Puerta del Sol

Com a influência americana, hoje em dia existe Papai Noel e árvores de Natal nas decorações de muitas casas, mas tradicionalmente o enfeite mais representativo é o presépio (que em castelhano se chama belén).

Já a nochevieja (noite velha) é a última do ano. À meia-noite, a cada uma das 12 badaladas, se come uma uva, para ter sorte todos os meses do ano. É muito engraçado porque não tem queima de fogos, abraços, brindes, nada. Nos primeiros doze segundos do ano novo, as tevês estão sintonizadas na transmissão ao vivo do relógio da Puerta del Sol, no centro de Madri, e todo mundo está super concentrado em comer as uvas.

12 uvas e vinho rosé, para o brinde em seguida

Depois, sim, todos se abraçam, brindam e festejam até raiar o dia. Dentro de casa, claro. Porque o inverno está no seu melhor momento.

*A brasileira que vive em Londres é a Helo Righetto e o blog que eu me deliciei lendo é o Básico e Nacessário. Ela também escreve no Aprendiz de Viajante, que é ótimo para planejar roteiros de viagens. 

24 dezembro, 2013

Então é Natal... (já?)

Natal antecipado, dez/2012

Olho para esta foto e penso “parece que foi ontem!”

E assim passou um ano.

E quanta coisa aconteceu em 2013.

Só nesta foto tem mudanças para mais de metro.

Teve quem voltou para casa – seja lá onde “casa” esteja –, teve quem passou uma temporada no Brasil, teve os que foram para outros países. Argentina, Inglaterra, Peru, França, Japão e outros que com certeza estou esquecendo.

E, claro, também teve os que continuaram em Madri – presente! o/

Mas que nem por isso tiveram um ano menos intenso =)

E assim passou um ano!

Um ano generoso, frenético e completamente de ponta cabeça.

Mas dizem por aí que é quando a vida nos vira do avesso que encontramos o nosso lado direito, não é?

Bora lá, então, ver o que 2014 nos reserva. 

Para os amigos que passam por aqui, meu mais sincero desejo de Boas Festas! 

16 novembro, 2013

Auroras boreais: experiência mágica

Ontem eu li uma notícia de que começou a temporada de “caça à aurora boreal” em várias cidades da Noruega e da Islândia. Tinha uma foto do céu verde e imediatamente eu lembrei da nossa viagem para Tromso, no começo do ano passado. Lembrei também do quão mágicos foram os dias que passamos com nossos amigos numa cabana no meio de muita neve, com o céu dançando sobre nós.


  
Tromso fica no norte da Noruega, no meio do Pólo Norte, bem mais pra cima da Lapônia, a terra do Papai Noel. Quando comentei com um conhecido noruego que planejava ir para essa região em pleno inverno ele respondeu: “ninguém vai para lá”. Bem... nós fomos =) Junto com os Vascos, a Nat, a Filipa, a Catarina e o João.

Mas verdade seja dita: em quatro dias, encontramos poucas pessoas locais para interagir. O dono da cabana que alugamos foi uma. Teve os dois funcionários da balsa que pegávamos todos os dias, o senhor do café com wifi justo ao lado do porto onde esperávamos a balsa – e que consultava a previsão de auroras para nós –, o rapaz do posto de gasolina de uma cidadezinha onde tivemos que almoçar, porque os restaurantes só abriam durante o verão.



E só. Além desses, víamos um ou outro [maluco] correndo, levando o cão para passear pela estrada ou arrastando crianças em trenós, ignorando solenemente os muito centímetros de neve no chão.


Aliás, já no avião uma publicidade na revista da Norwegian nos mostrou que eles também ignoram as auroras boreais. Ter o céu dançando sobre a cabeça é tão normal, que a menininha lê tranquilamente.


Nós chegamos a Tromso por volta das 21h30. Tarde da noite para aqueles lados no pico do inverno. Por isso, passamos a primeira noite num hotel ali no centro da cidade mesmo. Tudo já estava fechado. Nada de auroras. Tivemos a sorte de conhecer um rapaz dali da região, que sugeriu uma road-trip de um dia que nos rendeu fotos lindas, dignas de protetor de tela do windows.

Catedral de Tromso

Primeiro dia. Paisagem linda. Friozinho suportável. Algo entre zero e menos cinco. Vale lembrar: sapatos e casaco apropriados para baixas temperaturas. 

Será que estávamos felizes? 


As compras no supermercado para três dias custaram, por pessoa, o mesmo valor que uma bebida no bar do hotel ou um lanche no aeroporto.



 Três da tarde. Cai a noite. Conhecemos a nossa cabana. 

A Cabana Mágica

Algumas constatações: dois banheiros compartilhados, no lugar das quatro suítes que prometia o anuncio. O ofurô também não funcionava. Foi estragado por uns holandeses, disseram. 


Nosso quarto: menor que o esperado
Vistas que compensam

Depois do jantar, a expectativa. Foram muitos entra-e-sai na cabana, seguidos de incontáveis tira-e-coloca botas, casacos, luvas, gorro e cachecol. Primeiro uma faixa branca no céu. Será a via láctea? Não, não podia ser. Nosso amigo físico e astrônomo já tinha nos dito: Naquela época do ano o norte do planeta estava virado para o exterior da galaxia e não para o centro (que é onde está a via láctea).  

Depois, algo de verde, mas tão claro, que a cor só era bem captada nas fotos de larga exposição. Quase frustrante. Não tínhamos voado até ali para vê-las através da câmera.  



Foi quando quase todos estavam no quentinho da cabana que aconteceu. O Vasco fumava e a Nat gritava. Ninguém ouviu. Coisas de primeiro mundo: as janelas isolam o frio e o ruído. Então ela começou a bater no vidro, fazendo movimentos ondulares com o corpo.

Está a dar auroras! Elas estão a dançar!

Corremos todos. Uns sem gorro, outros sem jaqueta e teve até quem se atreveu a sair sem sapatos. Voltou atrás logo em seguida.

Impossível tirar os olhos do céu

A mesma cena se repetiu nas duas noites seguintes. Com variações de cores em tons de azul, verde e roxo. E também variações de movimentos, ora ondulares, ora como respingos, ora como cometas.

Não por acaso a nossa cabana foi batizada como Cabana Mágica.

A janela da esquerda era o nosso quarto =)
Lá do outro lado, as luzes de Tromso

Ainda hoje, se eu fecho os olhos e penso nessa viagem, vejo perfeitamente aquele céu e elas ali, dançando. É exatamente como aparece nos vídeos que a Nasa divulga. E chega a ser inacreditável que isso não passa de um fenômeno físico. Como somos pequenos diante da grandeza da natureza, não é?


Dá para entender porque Les Vont Train e Björk  são como são. Com um céu daqueles como inspiração não era para menos... #suspiros

Terminamos essa viagem com uma promessa: voltar os oito – que agora já virou dez! – para a mesma cabana ou quem sabe ir para a Islândia. Dessa vez no verão, para ver o sol da meia-noite, glaciares e os fiordes que vimos cobertos de neve, verdinhos. No verão de 2013 não foi, quem sabe em 2014... :)


Coisas práticas:

A Cabana Mágica fica em Finnkroken, na ilha Reinoy, a uns 70 de Tromso de carro. De barco a distância é bem menor, mas os horários eram um pouco limitantes. Por isso, optamos por alugar dois carros para nos deslocar. Mesmo com os gastos com combustível, pedágios e balsas, gastamos menos do que se tivéssemos nos hospedado em um hotel em Tromso. 

Sala de estar com uma senhora vista

Além disso, vimos as auroras as três noites que passamos na cabana mágica. Coisa mais difícil de acontecer quando se hospeda em Tromso por causa da quantidade de luzes da cidade. Os turistas que ficam ali costumam contratar excursões de “caça às auroras” para tentar vê-las.

E que vista!

No site Visit Tromso (em inglês) eles explicam que como se trata de um fenômeno da natureza, não tem como garantir que as auroras serão vistas. Mas eles também falam que indo com alguma folga de dias – mínimo quatro noites –, na época certa – entre novembro e março (nós fomos no fim de fevereiro) –, e com as condições metereológicas favoráveis é bem provável que elas sejam vistas pelo menos uma vez. 

Para terminar esse post, um beijinho muito grande e especial para a Catarina, que foi equipada com uma super câmera, tripé e muita paciência para fotografar naquele friozão. Graças a ela temos as fotos mais lindas da trip.

Serviços:

João, a neve e muita cautela

Cia aérea: Norwegian com escala em Oslo
Hotel da primeira noite: Scandic Tromso 
Carro: Avis. Nota muito importante: já dirigiu na neve alguma vez, certo?
Câmbio:
Quando fomos (fev/2012): 100 coroas norueguesas (NOK) = 7,50 €.
Na cotação de hoje (nov/2013): 100 NOK =  12 € = cerca de R$ 36.

04 novembro, 2013

Bem-vindos, 34!


Faz três semanas que completei 34 anos. E eles foram comemorados com a presença da Bia, minha irmã, aqui em Madri e tudo. Olha quanta alegria!

Teve de tudo no ano dos 33. Se tivesse que resumir em uma palavra, intensidade define bem. Foi um ano que começou voraz, teve muitas mudanças de planos no meio do caminho e terminou me mostrando a importância de ser paciente, de saber esperar e de acreditar.  

Mais do que tudo, os 33 me mostraram como faz bem priorizar a mim mesma, que saber dizer “não” tira um peso tremendo das costas, que o que é nosso está guardado e que tudo na vida acontece quando estamos preparados para assimilar. Sempre.  

Me despeço dos 33 agradecida. Por todos os momentos maravilhosos. Pela retomada à vida profissional. Por todos os momentos de incerteza. Por cada uma das borboletas no estômago. Elas me lembram a importância de r-e-s-p-i-r-a-r.  

Recebo os 34 de peito e braços abertos. O que quer que esteja reservado para este ano, que  eu tenha humildade e sabedoria para reconhecer os momentos de ir com tudo e os de ter mais calma.  

Que amor e gratidão nunca faltem. 

Sejam muito bem-vindos, 34!

28 outubro, 2013

Extra! Extra!

O melhor jeito de tirar a poeira do blog é contando novidades, certo? :)

Pois então... saiu mais uma edição da revista Brazil 4 Senses com contribuições minhas. Desta vez, além de escrever duas das reportagens, também acompanhei praticamente todo o processo de produção da revista, desde a discussão das pautas, edição, diagramação até a finalização, com direito a toda a adrenalina e correria de fechamento. Os amigos jornalistas sabem bem como é =)

A primeira matéria que escrevi foi sobre a Turma do Bem, uma ong que reúne dentistas que prestam atendimento gratuito a jovens de famílias carentes.


Olha como a vida dá voltas. Conheci o Fábio Bibancos e a TdB em 2010, quando eles lançaram o programa Dentistas do Bem em Lisboa. Na época, ele ia receber o prêmio Empreendedor Social, da Folha de S. Paulo.

Uma pessoa da Folha ligada ao prêmio disse “preciso de jornalistas em Portugal” e a amiga Mari Bergel se lembrou de mim. Eu estava super focada no mestrado e não colaborava para nenhum veículo, mesmo assim fui à coletiva de imprensa.

Quem diria que três anos depois eu iria estar escrevendo para uma revista que busca – justamente – mostrar o trabalho bonito de brasileiros mundo afora? E que alegria constatar que a iniciativa dele segue de vento em popa.


A outra matéria é sobre a moda de hostels moderninhos que tá tomando conta do mundo e, no Brasil não ia ser diferente. O critério da pauta foi escolher um por região. Achei que seria fácil, mas no fim tive que deixar vários albergues com propostas bacanas de fora.

Aqui segue a revista completa, que tem matérias sobre Porto Alegre, o Mercadão de São Paulo, os índios Caiapó, a Ilha de Marajó e muito mais.



Caso o pop up não abra, dá para acessar e fazer download do pdf nesse link: http://issuu.com/brazil4senses/docs/brasilsenses10_low44

05 setembro, 2013

Dia do Irmão

Estão dizendo que hoje é dia do irmão e tá chovendo homenagens fofas no facebook e instagram. Como ainda não tenho uma foto para representar esse dia, minha homenagem vai em forma de texto.

Por muito tempo eu tive três irmãos. As Marias e o Zé. Ele faz tempo que nos deixou. Elas são o meu porto-seguro, a referência que eu tenho para praticamente tudo na vida, a razão pela qual eu me esforço para ser melhor a cada dia. São aquelas que eu nunca quero decepcionar. Como diz Marido, elas são minhas mães também, quase na mesma proporção que confere a Donana.


Segundo Marido, todas elas são minhas mães

Daí, de um dia para outro, os irmãos se multiplicaram. O que era três virou oito. Foi um começo digamos diferente. Tipo casamento arranjado. Há um vínculo muito forte que nos une, mas não teve a convivência, a infância. Demos espaço e as afinidades foram despontando. Pouco a pouco, laços bem bonitos estão se fortalecendo e sendo transmitidos para os sobrinhos.

Projeto para o próximo encontro: uma foto atualizada

Então, neste Dia do Irmão, um feliz dia para as minhas Marias. Se eu sou o que sou e como sou, boa parte da “culpa” é delas. Feliz dia também para os Gonçalves, que a cada ano a gente junte mais peças desse quebra-cabeça que é a nossa história.